Macron e Merz prometem nova dinâmica europeia e defendem cessar-fogo de 30 dias na Ucrânia
07 mai, 2025 - 19:18 • Fábio Monteiro com Reuters
Emmanuel Macron e o novo chanceler alemão, Friedrich Merz, reafirmaram esta quarta-feira o apoio à Ucrânia e anunciaram a criação de um conselho conjunto de defesa, numa tentativa de revitalizar a relação franco-alemã e fortalecer a resposta europeia aos desafios de segurança.
França e Alemanha estão alinhadas no apoio incondicional à Ucrânia e continuarão a trabalhar para garantir um cessar-fogo de 30 dias, afirmou esta quarta-feira o presidente francês, Emmanuel Macron, durante uma conferência conjunta com o novo chanceler alemão, Friedrich Merz.
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“Há apenas uma questão a ser respondida: estará a Rússia pronta para um cessar-fogo de pelo menos 30 dias para construir uma paz sólida e duradoura? Será que o presidente russo honrará, finalmente, a sua palavra, especialmente aquela dada em conversações com a administração dos EUA?”, questionou Macron.
Por seu lado, Friedrich Merz manifestou esperança de que um cessar-fogo permanente possa ser alcançado em breve, mas evitou avançar com compromissos concretos relativamente à segurança da Ucrânia.
“Estaremos presentes para acompanhar este cessar-fogo de 30 dias e construir uma paz duradoura e sólida. E nós (França e Alemanha) estamos em contacto estreito,” reforçou Macron.
Os dois líderes sublinharam também a necessidade de relançar a parceria franco-alemã, num momento em que a Europa enfrenta desafios económicos e de segurança consideráveis. Merz destacou a importância de uma “nova ofensiva europeia”, com França e Alemanha a trabalharem sistematicamente juntas para fortalecer a União Europeia.
“Só poderemos superar estes desafios se França e Alemanha estiverem ainda mais unidas do que no passado. Por isso, Emmanuel Macron e eu acordámos um novo impulso franco-alemão para a Europa,” disse Merz.
Como parte deste esforço renovado, Macron anunciou a criação de um conselho conjunto de defesa e segurança, que se reunirá regularmente para reforçar a cooperação e o investimento no setor da defesa. Também haverá uma tentativa coordenada de harmonizar reformas económicas.
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