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"Península Ibérica é uma ilha energética". Eurodeputados enviam carta a Bruxelas sobre o apagão

07 mai, 2025 - 18:03 • Jaime Dantas

Em declarações à Renascença, o eurodeputado Paulo Cunha lamenta atraso nas interligações da Península Ibérica a França, que deveria atingir os 15% em 2030.

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Um grupo de eurodeputados da Aliança Democrática (AD) enviou, esta quarta-feira, uma carta à Comissão Europeia sobre as interligações energéticas da Península Ibérica com o resto da Europa, na sequência do apagão que afetou Portugal e Espanha na passada segunda-feira.

À Renascença, o eurodeputado Paulo Cunha, do PSD, diz que o corte de energia "demonstrou as fragilidades da rede ibérica" e apontou como uma "questão central" o fortalecimento das ligações com com a infraestrutura europeia.

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Paulo Cunha descreve os dois países ibéricos como uma "ilha energética" face ao isolamento em relação aos países da União Europeia, apesar de em 2023, em Madrid, o então primeiro-ministro António Costa, o presidente do Governo Espanhol, Pedro Sánchez e o presidente Francês, Emmanuel Macron, terem definido como objetivo 15% de interligação com o resto da UE já em 2030.

"Se nós em 2025 vamos nos 3% é quase impossível chegarmos aos 15%", antecipa.

Face a estes dados, os eurodeputados querem saber "com que frequência a Comissão se reuniu com o Grupo de Alto Nível para as Interconexões do sudoeste da Europa e quais foram os resultados".

Paulo Cunha manifesta ainda preocupação com a investigação que será levada a cabo pela Rede Europeia de Gestores de Redes de Transporte de Eletricidade. O social-democrata lembra que "algumas forças políticas veem no apagão uma oportunidade para atacar a energia renovável", que assume "um papel essencial na soberania europeia".

"Nós queremos evitar que haja uma associação indevida das energias limpas ao apagão que aconteceu e, para isso, é fundamental que o trabalho que vai ser feito na Comissão Europeia para averiguar as causas seja um trabalho sério", remata.

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