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Tarifas

China e EUA chegam a acordo para pôr fim a guerra aduaneira

11 mai, 2025 - 22:47 • Diogo Camilo e Lusa

Nenhum dos lados mencionou qualquer acordo para cortar as tarifas dos EUA de 145% sobre produtos chineses e as tarifas da China de 125% sobre produtos norte-americanos.

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A China e os Estados Unidos acordaram criar um mecanismo de consultas comerciais e económicas para solucionar a guerra tarifária declarada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou este domingo o Governo chinês.

Sem divulgar detalhes sobre os dois dias de negociações em Genebra, na Suíça, o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng indicou que a reunião com a delegação norte-americana foi “sincera, profunda e construtiva”, enquanto o o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, descreveu um "progresso substancial", com o acordo a ser conhecido esta segunda-feira.

Em declarações separadas, nenhum dos lados mencionou qualquer acordo para cortar as tarifas dos EUA de 145% sobre produtos chineses e as tarifas da China de 125% sobre produtos norte-americanos.

No final, He anunciou num comunicado que “ambas as partes chegaram a um acordo sobre a criação de um mecanismo de consulta económica e comercial entre a China e os Estados Unidos e realização mais consultas sobre questões de interesse mútuo”, segundo a agência oficial de notícias chinesa, Xinhua.

Esta declaração surge depois de a Casa Branca ter anunciado um “acordo” não-especificado durante as conversações.

As perspetivas de grandes avanços nestas conversações envoltas em secretismo pareciam escassas, embora houvesse esperança de que os dois países reduzissem os impostos maciços – tarifas aduaneiras - que aplicaram aos produtos um do outro, uma medida que aliviaria os mercados financeiros mundiais e as empresas de ambos os lados do Oceano Pacífico que dependem do comércio EUA-China.

No mês passado, o Presidente norte-americano, Donald Trump, aumentou os direitos aduaneiros dos Estados Unidos sobre a China para um total de 145%, e a China retaliou, com uma taxa de 125% sobre as importações norte-americanas.

Tarifas tão elevadas equivalem essencialmente ao boicote dos produtos de um país pelo outro, perturbando trocas que, no ano passado, ultrapassaram os 660 mil milhões de dólares (586 mil milhões de euros).

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