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Testemunha relata agressão de Sean Combs a ex-namorada num hotel de Nova Iorque

13 mai, 2025 - 00:58 • Fábio Monteiro com Reuters

Começou esta segunda-feira, em Nova Iorque, o julgamento de Sean “Diddy” Combs por tráfico sexual. Um stripper testemunhou episódios de agressão à ex-namorada do artista e descreveu festas marcadas por drogas e violência.

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O julgamento de Sean “Diddy” Combs teve início esta segunda-feira num tribunal federal de Manhattan, com testemunhos que o acusam de agressão e tráfico sexual.

Um stripper declarou ter assistido a um episódio violento envolvendo o músico e a então namorada, Casandra Ventura, num hotel de Nova Iorque.

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Segundo Daniel Phillip, stripper e segunda testemunha do Ministério Público, Combs atirou uma garrafa de álcool na direção de Ventura, agarrou-a pelos cabelos e arrastou-a aos gritos para outro quarto.

“Ela literalmente saltou para o meu colo a tremer. Estava aterrorizada”, contou aos jurados.

O primeiro dia de julgamento incluiu também a exibição de um vídeo de 2016, em que Combs agride Ventura num hotel da área de Los Angeles. Nas imagens, o artista surge de toalha, a empurrá-la, atirá-la ao chão e a arrastá-la, antes de a deixar para trás no corredor.

Sean Combs, de 55 anos, declarou-se inocente das cinco acusações criminais, incluindo conspiração para extorsão, tráfico sexual e transporte para prostituição. Se for condenado em todas, enfrenta uma pena mínima de 15 anos de prisão, podendo chegar à prisão perpétua.

Durante a sessão, a procuradora Emily Johnson acusou Combs de “atacar violentamente” mulheres que resistiam aos chamados “Freak Offs” — festas privadas com sexo e drogas — e de as chantagear com vídeos das sessões.

Israel Florez, ex-segurança de Combs, foi a primeira testemunha. Relatou ter recebido um pedido de ajuda durante o episódio de 2016 e afirmou que o artista lhe ofereceu dinheiro para manter o silêncio. “Estava assustada”, disse, descrevendo o estado de Ventura.

A defesa, por sua vez, sustenta que as relações eram consensuais e faz parte de um estilo de vida alternativo. “Este caso trata-se de escolhas voluntárias feitas por adultos capazes em relações consensuais,” afirmou a advogada Teny Geragos.

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