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Homem ilibado de homicídio após 38 anos de prisão no Reino Unido

14 mai, 2025 - 00:27 • Fábio Monteiro

Peter Sullivan, de 68 anos, viu esta terça-feira a sua condenação por homicídio ser anulada após 38 anos de prisão, graças a novas provas de ADN que excluem a sua presença na cena do crime.

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O Tribunal de Recurso de Inglaterra e País de Gales anulou, esta terça-feira, a condenação por homicídio de Peter Sullivan, detido desde 1987, considerando que a nova prova científica “torna impossível” manter a condenação como segura. A notícia é avançada pelo “Guardian”.

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Sullivan foi condenado pelo homicídio de Diane Sindall, uma florista de 21 anos que foi agredida e sexualmente violentada em Bebington, Merseyside, em 1986. A acusação baseou-se em testemunhos e alegações circunstanciais. Desde então, o arguido sempre proclamou a sua inocência.

“Como Deus é minha testemunha, é dito que a verdade liberta. Lamento que não seja especificado um prazo”, fez saber Peter Sullivan, através da sua advogada, à saída do tribunal. “Não estou zangado, nem amargo. Apenas quero regressar à minha família e aproveitar o tempo que me resta.”

A revisão do caso foi conduzida pela Comissão de Revisão de Casos Criminais (CCRC), que ordenou novas análises a vestígios preservados desde o crime.

Os testes revelaram que o ADN recolhido na cena corresponde a um “indivíduo masculino desconhecido” e não a Sullivan.

O procurador Duncan Atkinson afirmou em tribunal que seria “difícil justificar uma acusação” caso estas provas estivessem disponíveis na altura da investigação. Os juízes consideraram, assim, que a condenação não poderia manter-se.

Durante a leitura do acórdão, Sullivan, que assistiu à sessão por videoconferência desde a prisão de Wakefield, chorou e levou a mão à boca ao ouvir que a sua condenação fora anulada.

A sua irmã, Kim Smith, exclamou entre lágrimas: “Conseguimos.”

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