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Meloni e Merz asseguram que envio de tropas para a Ucrânia deixou de ser tema em discussão

17 mai, 2025 - 23:32 • Lusa

De acordo com a primeira-ministra italiana, as prioridades agora são "continuar a apoiar a Ucrânia na sua capacidade de defesa" e contribuir para que obtenha "garantias de segurança" contra a Rússia.

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A primeira-ministra de Itália, Giorgia Meloni, e o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, asseguraram este sábado que o envio de tropas para a Ucrânia não é tema que ainda esteja em discussão.

"Não há nenhuma discussão sobre o envio de tropas para a Ucrânia, é algo fora de qualquer realidade política, não há motivo para se falar disso agora", afirmou Friedrich Merz, citado pela agência EFE, numa conferência de imprensa conjunta com Giorgia Meloni, em Roma, no âmbito da sua primeira visita a Itália, após ter assumido o cargo.

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Friedrich Merz está em Itália para assistir à missa de início do pontificado do Papa Leão XIV, marcada para domingo no Vaticano.

O chanceler alemão insistiu na necessidade de os esforços em relação à guerra na Ucrânia se centrarem em pôr fim aos combates.

"Estamos a trabalhar para que se inicie um cessar-fogo, queremos o silêncio das armas", disse Friedrich Merz.

Giorgia Meloni reiterou que o envio de tropas para a Ucrânia "já não é um tema em discussão".

"A questão dos soldados parece ter terminado. E agora estamos disponíveis para participar em qualquer formato", disse.

De acordo com a primeira-ministra italiana, as prioridades agora são "continuar a apoiar a Ucrânia na sua capacidade de defesa" e contribuir para que obtenha "garantias de segurança" contra a Rússia.

Questionada pelos jornalistas, Meloni reafirmou o seu ceticismo sobre a ideia de enviar soldados para a Ucrânia.

"Já manifestei várias vezes as minhas dúvidas sobre a eficácia de uma iniciativa desse género, especialmente numa altura em que estamos todos a trabalhar numa prioridade que é o cessar-fogo incondicional", disse.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada em 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

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