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Irmão do primeiro-ministro de Espanha julgado por tráfico de influências

22 mai, 2025 - 20:06 • Lusa

Em causa está a suspeita de que foi criado um posto de trabalho propositadamente para David Sánchez na administração da província de Badajoz.

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O irmão do primeiro-ministro de Espanha vai ser julgado por tráfico de influências, com outras dez pessoas, num processo relacionado com a sua contratação pela administração da província de Badajoz, liderada pelos socialistas, revelou esta quinta-feira a justiça espanhola.

Com David Sánchez, irmão de Pedro Sánchez, será julgado o dirigente do Partido Socialista (PSOE) da Extremadura, Miguel Ángel Gallardo.

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Em causa está a suspeita de que em 2017 foi criado um posto de trabalho propositadamente para David Sánchez na administração da província de Badajoz, numa altura em que Pedro Sánchez ainda não era primeiro-ministro, mas estava já à frente do PSOE.

Segundo o despacho da juíza que decidiu levar David Sánchez a julgamento, conhecido hoje, o irmão do primeiro-ministro e os restantes dez acusados vão responder em tribunal por tráfico de influências e "prevaricação administrativa".

Este processo nasceu de uma queixa apresentada no ano passado pela associação "Mãos Limpas", que a comunicação social espanhola diz estar ligada à extrema-direita.

A mesma associação apresentou a queixa que levou à abertura, no ano passado, de uma investigação à mulher de Pedro Sánchez, Begoña Gómez, também por suspeita de tráfico de influências e corrupção, num caso ainda sem desfecho.

Pedro Sánchez e outros dirigentes do Governo e do PSOE têm acusado a direita e a extrema-direita espanholas de montarem campanhas de difamação e "máquinas de lodo" com o objetivo de desestabilizarem o executivo e o primeiro-ministro.

A juíza que tutelou a investigação do caso de David Sánchez, contratado para coordenar as "atividades dos conservatórios" da província de Badajoz, escreveu no despacho hoje conhecido que o cargo foi criado para o irmão de Pedro Sánchez "a pedido, com certeza, de pessoa ou pessoas" próximas, que sabiam que naquele momento não tinha "trabalho estável".

O Ministério Público defendeu que não existiam indícios para David Sánchez e as outras dez pessoas serem acusadas de prevaricação e tráfico de influências e tinha pedido o arquivamento do caso, o que a juíza não aceitou.

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