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Estados Unidos

Juiz suspende proibição de estrangeiros em Harvard. Alunos portugueses mais tranquilos

23 mai, 2025 - 19:22 • Pedro Mesquita , João Pedro Quesado

Estudante portuguesa a fazer a tese de mestrado em Harvard diz que portugueses foram aconselhados a "manter a calma" e a "continuar" o trabalho, e que mantêm a "confiança" na universidade.

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Aluna portuguesa sobre situação dos estudantes estrangeiros em Harvard
Entrevista da estudante Constança Tropa. Foto: Cj Gunther/EPA

Uma juíza federal de Boston, no estado do Massachusetts, suspendeu esta sexta-feira a proibição de estudantes estrangeiros frequentarem a Universidade de Harvard, decretada na quinta-feira pela administração de Donald Trump. A notícia foi conhecida enquanto Constança Tropa, uma estudante portuguesa que está a fazer a tese de mestrado na famosa academia da Ivy League, falava com a Renascença sobre o impacto da decisão de Trump na comunidade de alunos estrangeiros.

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"Dá sempre uma tranquilidade extra", disse a aluna, depois de receber a notícia que a juíza Allison D. Burroughs emitiu uma ordem de restrição temporária contra a decisão federal, concordando que Harvard tinha demonstrado, no recurso entregue também esta sexta-feira, que a implementação da decisão iria causar "danos imediatos e irreparáveis à universidade".

"No início eu fiquei assustada com esta notícia [da proibição], porque me apercebi que se aplicava a mim e não só aos alunos que venham no próximo ano", confessou Constança Tropa, explicando que "depois de ter falado com os meus professores, a minha supervisora, as minhas colegas de casa, apercebi-me que isto é só mais um passo nesta guerra que a administração tem contra a Universidade de Harvard".

"Temos todos muita confiança na universidade de que isto não vai passar daqui", sublinhou a estudante portuguesa, a fazer uma tese de mestrado em Cosmologia Computacional, "e que é só uma tática para fazer medo e por isso, por agora, estamos mais ou menos tranquilos".

Constança Tropa afirmou ainda que acredita que o caso "não vá ter repercussões reais", e adiantou que a embaixada portuguesa nos Estados Unidos da América está a "recolher informação das pessoas que podem ser afetadas para saber quantos são e para ver se há pessoas que podem mudar de um visto F-1 e J-1 para outro tipo de visto".

A decisão da administração Trump, emitida pelo Departamento de Segurança Interna, afeta estudantes com vistos do tipo J-1, para académicos de investigação e ensino que participam em programas de intercâmbio, e com vistos do tipo F, para estudantes estrangeiros e seus dependentes.

"É possível, quando se é um jovem trabalhador, mudar de um visto para outro que não está sob o patrocínio de Harvard. Por agora, aconselharam-nos manter a calma, continuarmos a fazer o que temos estado a fazer aqui no instituto e esperar que haja notícias mais concretas", contou Constança Tropa.

Na quinta-feira, a líder do Departamento de Segurança Interna, Kristi Noem, deu ordens para pôr fim à certificação do programa de Harvard que permitia a inscrição de alunos estrangeiros. Noem acusou a universidade de "fomentar a violência, o antissemitismo e coordenar com o Partido Comunista Chinês".

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