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Israel reivindica morte de comandante do Hezbollah

31 mai, 2025 - 13:41

O partido xiita ainda não se pronunciou sobre o anúncio israelita.

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Israel reivindicou este sábado a morte de um alegado comandante do grupo libanês Hezbollah num ataque com um 'drone' na cidade de Deir Zahrani, no sul do Líbano, perto da fronteira israelita.

O exército israelita disse tratar-se de Muhamad Ali Jamul, comandante da divisão de mísseis e foguetes do setor Shiqif do Hezbollah.

O partido xiita ainda não se pronunciou sobre o anúncio israelita.

A agência nacional libanesa NNA tinha noticiado anteriormente que um libanês de 33 anos tinha morrido na sequência de um ataque de um 'drone' israelita.

O libanês conduzia o seu próprio veículo para casa quando foi atingido pelo 'drone', que o matou de imediato, precisou a NNA, segundo a agência de notícias espanhola Europa Press.

O ataque ocorreu dois dias depois de dois libaneses terem sido mortos em dois ataques separados pelo exército israelita no sul do Líbano.

Israel realizou, noutras ocasiões, ataques no Líbano para aniquilar o Hezbollah, alegando não violar o cessar-fogo acordado em novembro de 2024, embora tanto Beirute como o grupo tenham criticado estas ações, igualmente condenadas pela ONU.

O pacto foi alcançado após meses de combates na sequência dos atentados de 07 de outubro de 2023 do grupo extremista palestiniano Hamas contra Israel, que desencadearam a guerra atualmente em curso na Faixa de Gaza.

O Hezbollah atacou o norte de Israel a partir do sul do Líbano para apoiar o Hamas, o que levou o exército israelita a invadir o país vizinho numa ofensiva que eliminou os principais dirigentes do grupo pró-iraniano.

O acordo alcançado estipulava que tanto Israel como o Hezbollah deveriam retirar as tropas do sul do Líbano.

O exército israelita manteve, no entanto, cinco postos no território do país vizinho, o que também foi criticado pelas autoridades libanesas e pelo grupo xiita.

O Hezbollah integra o chamado "eixo de resistência" contra Israel liderado pelo Irão, de que fazem parte outros grupos extremistas da região como o Hamas, a Jihad Islâmica ou os rebeldes houthis do Iémen.

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