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Guerra na Ucrânia

Negociações entre Ucrânia e Rússia em Istambul terminam com impasse

02 jun, 2025 - 15:21 • Diogo Camilo , Pedro Mesquita

Delegação russa aponta para um cessar-fogo de "dois a três dias" em certas regiões da linha da frente. Ucrânia pede cessar-fogo incondicional e propõe novo encontro para o final de junho.

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No fim da segunda ronda de negociações em Istambul, Rússia e Ucrânia permanecem longe de um acordo sobre um cessar-fogo da guerra que começou há mais de três anos.

Enquanto o principal negociador de Moscovo aponta que a Rússia ofereceu à Ucrânia um cessar-fogo parcial de "dois a três dias", a acontecer em certas regiões da linha da frente da guerra, Kiev continua a apenas colocar em cima da mesa um cessar-fogo incondicional - proposta que foi recusada pelo Kremlin.

Segundo a AFP, a Ucrânia terá proposto ainda um terceiro encontro, a realizar-se no final de junho, entre os dias 20 a 30 deste mês.

Para esta segunda ronda, os negociadores russos entregaram a ucranianos um memorando com os termos aceitáveis para um cessar-fogo, com Vladimir Mendisky, o chefe da delegação russa, a falar num cessar-fogo de "dois a três dias" em determinadas regiões ucranianas.

"Propusemos um cessar-fogo específico por dois a três dias em certas regiões da linha da frente, para que possam ser recolhidos os corpos de soldados", indicou o responsável russo.

Num encontro que durou apenas uma hora - ainda menos que a primeira reunião em maio -, a Ucrânia anunciou também que os dois países acordaram uma troca de "todos por todos" os prisioneiros de guerra gravemente feridos e doentes e todos os soldados com idades entre os 18 e os 25 anos.

Segundo Rustem Umerov, o ministro da Defesa e o chefe da delegação ucraniana, citado pelo The Guardian, Moscovo aceitou entregar seis mil corpos de soldados ucranianos mortos em combate, ao mesmo tempo que Kiev irá entregar uma lista de crianças ucranianas raptadas em território russo durante a guerra, que inclui 339 nomes.

O responsável apontou ainda ao período entre 20 e 30 de junho para uma nova reunião entre as duas delegações e acrescentou que Rússia e Ucrânia devem tentar agendar um encontro entre Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky, o que seria uma primeira vez desde o início do conflito, em fevereiro de 2022.

Em resposta, o chefe da delegação russa indicou que a troca de prisioneiros será feitas "em bases iguais" e será criada uma comissão para a troca de soldados gravemente feridos, detalha ainda a agência noticiosa russa RIA Novosti.

Sobre a lista de crianças ucranianas raptadas, Mendisky indicou que "não há uma única criança sequestrada pela Rússia, apenas aquelas salvas pelos soldados russos" e que as mesmas serão devolvidas à Ucrânia se os seus pais ou representantes forem encontrados, acrescentando que o lado russo "devolveu recentemente 101 crianças ao lado ucraniano, enquanto o lado ucraniano devolveu 22".

Em reunião de líderes da NATO, Zelensky fala da operação "Teia de Aranha"

No passado mês, Zelensky desafiou Putin a encontrar-se pessoalmente com ele em Istambul depois do presidente russo ter rejeitado uma proposta de cessar-fogo de 30 dias. Putin recusou e, em vez disso, a delegação russa foi liderada por Mendisky.

Na Lituânia para uma reunião de líderes do flanco oriental da NATO, Volodimir Zelensky apresentou, esta tarde, aos Aliados alguns detalhes sobre a operação "Teia de Aranha", o ataque com drones ucranianos bem no interior da Rússia.

"Informei os nossos parceiros sobre a situação na frente da guerra. Também falámos sobre a nossa operação no interior da Rússia, que tem enfraquecido seriamente a sua capacidade militar. A operação 'Teia de Aranha' mostrou o que é realmente uma guerra moderna e porque é tão importante acompanharmos a evolução tecnológica. Todos os nossos investimentos juntos, todas as experiências no campo de batalha, tudo o que estamos a fazer com os nossos parceiros, irá tornar a Europa mais forte", afirmou.

[artigo atualizado às 17h02 com mais informação]

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  • Viram por aí
    02 jun, 2025 Sibéria 16:25
    De que é que estavam à espera? Que a Rússia aceitasse voltar às fronteiras internacionalmente reconhecidas, pagasse indemnizações de guerra, e aceitasse uma fronteira livre de armas 100 Km para cada lado? A Russia nunca se contentará com nada menos que a Ucrânia na totalidade - nem é a Crimeia nem os 4 Oblasts é TODA! Como sabe que não vai conseguir isso com os golpes habituais, arranja desculpas para continuar a guerra. A propósito, viram por aí 41 Bombardeiros estratégicos russos que estavam algures na Sibéria? É que desde ontem não se dá por eles, só se vê é fumo ...

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