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Itália

Vulcão italiano Etna entra em erupção com explosões de cinzas, rocha e magma

02 jun, 2025 - 16:12 • Lusa

O fluxo, explicou o observatório, foi provavelmente causado pelo desmoronamento de uma parte da cratera sudeste, mas "o material quente não parece ter ido além" do Vale do Leão, que os caminhantes costumam atravessar na sua subida ao Etna.

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O vulcão italiano Etna entrou novamente em erupção com fortes explosões, dele se elevando uma densa coluna de fumo e um jorro de material piroclástico (cinzas, rocha e magma) na vertente sudeste.

As autoridades asseguraram que a erupção do Etna — o maior vulcão ativo da placa europeia, situado na ilha da Sicília, no sul de Itália — não é perigosa para a população, porque não ultrapassou um vale a 2.800 metros de altitude.

O Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV) está a acompanhar a situação e, no seu mais recente boletim, confirmou com as suas câmaras térmicas a presença de fluxos piroclásticos, jorros com lava e gases em movimento ao nível do solo.

Vulcão italiano Etna entra  em erupção com explosões  de cinzas, rocha e magma
Veja o vídeo.

O fluxo, explicou o observatório, foi provavelmente causado pelo desmoronamento de uma parte da cratera sudeste, mas "o material quente não parece ter ido além" do Vale do Leão, que os caminhantes costumam atravessar na sua subida ao Etna.

A primeira notificação do INGV foi feita às 02:39 locais (01:39 de Lisboa) de domingo, altura em que alertou para "uma variação súbita dos parâmetros" a uma altitude de 2.800 metros no enorme e muito ativo vulcão siciliano. Em seguida, constatou uma atividade de tipo estromboliano — explosiva, mas libertando uma energia "modesta" — na cratera sudeste, bem como "um aumento progressivo" dos tremores.

No último relatório, o INGV refere que a atividade explosiva na cratera sudeste deu origem a erupções de lava e que os tremores vulcânicos atingiram "valores muito elevados". Esta erupção do Etna pode ser perfeitamente observada a partir da cidade vizinha de Catânia (sul), que, no entanto, mantém o seu aeroporto operacional.

O presidente da região da Sicília, Renato Schifani, excluiu "de momento" qualquer perigo para a população, segundo informações recebidas da Proteção Civil.

"De acordo com os primeiros dados, o material não ultrapassou o limite do Vale do Leão e, segundo me garantiram, não há perigo para a população", afirmou.

Contudo, o responsável da Proteção Civil siciliana, Salvo Cocina, recomendou aos caminhantes para terem "extremo cuidado" e "evitarem a zona em torno do cume do vulcão". Pelo menos "até novo aviso", devido à "potencial evolução do fenómeno", sublinhou.

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