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Medvedev diz que Rússia quer “vitória, não compromisso”

03 jun, 2025 - 21:10 • Fábio Monteiro com Reuters

Dmitry Medvedev afirmou que objetivo das negociações de paz com a Ucrânia é garantir vitória russa e destruir regime de Kiev. Declarações surgem após novo encontro em Istambul sem acordo de cessar-fogo.

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O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, afirmou esta terça-feira que as negociações de paz com a Ucrânia servem apenas para garantir uma vitória rápida de Moscovo, e não para alcançar qualquer compromisso.

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Numa publicação no Telegram, Medvedev escreveu que “as conversações de Istambul não visam alcançar uma paz de compromisso baseada em termos delirantes alheios, mas sim assegurar a nossa vitória rápida e a destruição completa do regime neonazi”.

Estas declarações surgem um dia após a apresentação de um novo conjunto de exigências russas à Ucrânia durante conversações realizadas em Istambul. As condições incluem a cedência de mais território, neutralidade militar, restrições ao tamanho das Forças Armadas ucranianas e a realização de novas eleições parlamentares e presidenciais.

O encontro entre as duas delegações teve a duração de apenas uma hora. O único entendimento alcançado foi um novo acordo para troca de prisioneiros de guerra e a devolução de cerca de 12 mil corpos de soldados mortos.

A proposta de cessar-fogo, defendida por Kiev e pelos seus aliados ocidentais, foi rejeitada por Moscovo.

Numa aparente resposta aos ataques ucranianos ocorridos no fim-de-semana contra bases de bombardeiros estratégicos russos, Medvedev deixou um aviso: “A retaliação é inevitável”, afirmou.

O responsável russo acrescentou ainda que “o nosso Exército está a avançar e continuará a avançar. Tudo o que tiver de ser destruído será destruído, e todos os que tiverem de ser eliminados, serão.”

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  • Um bom canário
    03 jun, 2025 Fala pelos cotovelos o tipo 20:56
    Uma coisa tem de se dizer acerca deste "Merdeved": por ele ficamos a saber - se é que não sabíamos já, mas preferiamos andar a iludir-nos - as reais intenções russas. E sabendo quais são, cabe-nos responder, numa resposta que só pode ser a tiro. E se é a Ucrânia que - por enquanto - anda aos tiros, o mínimo que podemos fazer, é dar-lhe todas as ferramentas que ela precisa. É que é a Ucrânia que está a impedir que os próximos a lutar contra os russos sejamos nós.

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