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Administração Trump quer cobrar 1000 dólares por marcação rápida de vistos de turista

04 jun, 2025 - 21:46 • Fábio Monteiro com Reuters

Administração Trump avalia introdução de uma taxa de 1000 dólares (cerca de 920 euros) para acelerar marcações de entrevistas de visto. Juristas do Departamento de Estado alertam para possíveis ilegalidades na medida.

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A administração norte-americana liderada por Donald Trump está a considerar impor uma taxa de 1000 dólares (aproximadamente 920 euros) para turistas e outros candidatos a vistos não-imigrantes que queiram acelerar a marcação da entrevista consular, segundo um memorando interno do Departamento de Estado dos EUA.

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Atualmente, os candidatos a vistos não-imigrantes, como o de turismo, pagam uma taxa de 185 dólares (cerca de 170 euros). A nova taxa seria um serviço “premium” que permitiria a alguns candidatos obter prioridade nas marcações para entrevistas.

A proposta, que ainda não foi oficialmente divulgada, poderá avançar numa fase piloto já em dezembro, de acordo com o mesmo documento a que a “Reuters” teve acesso.

A medida insere-se na visão de Donald Trump para reformular o sistema de imigração norte-americano, incluindo a proposta de um “cartão dourado” que permitiria comprar a cidadania dos EUA por 5 milhões de dólares (cerca de 4,6 milhões de euros).

Contudo, juristas do próprio Departamento de Estado alertaram que há “elevado risco” de a proposta ser rejeitada pelo gabinete de orçamento da Casa Branca ou anulada por tribunais, referindo que estabelecer uma taxa acima do custo do serviço “contraria jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal”.

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