Defesa
NATO propõe a Estados-membros gastos militares de 5% do PIB
05 jun, 2025 - 19:08 • Diogo Camilo
O secretário-geral da NATO fala num "apoio alargado" dos países da Aliança Atlântica. Proposta será discutida na cimeira da NATO, que vai decorrer a 24 e 25 de junho em Haia.
A meta de 5% do PIB nos gastos da Defesa foi proposta esta quinta-feira pelo secretário-geral da NATO, Mark Rutte, que se mostrou confiante de um "apoio alargado" na medida que será lançada na cimeira deste mês da Aliança Atlântica, em Haia, nos Países Baixos.
"Vou propor um plano de investimento global que totalizará 5% do PIB [Produto Interno Bruto] em investimento na Defesa: 3,5% do PIB para gastos puros com Defesa com base nos custos globais para atingir os novos objetivos de capacidade que os ministros acabaram de acordar e 1,5% do PIB anual em investimentos relacionados com a defesa e a segurança, como infraestruturas e indústria", indicou Mark Rutte, em conferência de imprensa depois de uma reunião com os ministros de países aliados.
Para Rutte, os objetivos descrevem "exatamente" as capacidades onde os Estados-membros devem "investir nos próximos anos".
O plano será agora discutido na cimeira da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), que vai decorrer a 24 e 25 deste mês em Haia.
Sem fixar um prazo para o cumprimento da meta de 5% do PIB, Rutte afirmou existir "apoio alargado. "Estamos muito perto [de um acordo]", disse, sublinhando que tem "total confiança" em que todas as partes concordem com a proposta até à cimeira da NATO.
Na semana passada, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, recordou que Portugal é um membro fundador da Aliança Atlântica e vai cumprir os objetivos de investimento na Defesa.
"Obviamente que há aqui duas etapas, uma etapa é a etapa dos 2% [do PIB], em que Portugal não estava ainda no nível que é exigível para os países da NATO. Além disso, temos depois esta proposta dos 5%, mas, como sabe, o secretário-geral, Mark Rutte, dividiu isso em 3,5%, que será justamente de investimento na defesa no sentido mais clássico e tradicional do termo, e depois 1,5% em infraestruturas", especificou.
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