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Guerra na Ucrânia

Trump compara Ucrânia e Rússia a "duas crianças a lutarem como malucas"

05 jun, 2025 - 20:44 • Diogo Camilo

Presidente norte-americano deixou no ar que, "por vezes", "é melhor deixá-las lutar durante algum tempo e depois separá-las". E afirma que sanções podem ser impostas à Rússia, mas também à Ucrânia: "Para dançar o tango são precisos dois", disse.

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"Duas crianças a lutarem como malucas". Foi assim que Donald Trump descreveu a guerra entre Ucrânia e Rússia, para dizer que é melhor deixar Kiev e Moscovo "lutar durante algum tempo" do que impedir a violência.

Em declarações na Sala Oval durante um encontro com um chanceler alemão, Friedrich Merz, Donald Trump resfriou as ideias de quem pensa que a guerra na Ucrânia terminará em breve.

"Às vezes vemos duas pequenas crianças a lutarem como malucas, odeiam-se e estão a lutar no parque", afirmou Trump, para referir que, "por vezes", "é melhor deixá-las lutar durante algum tempo e depois separá-las".

Esta analogia, feita por Trump, foi transmitida ao presidente russo, Vladimir Putin, durante a conversa telefónica que tiveram esta quarta-feira, onde o líder do Kremlin transmitiu que a Rússia irá responder aos ataques ucranianos dos últimos dias.

Donald Trump deixou ainda um recado sobre sanções, indicando que tanto poderão ser impostas à Rússia como à Ucrânia. "No momento em que eu observar que não vai parar [a guerra], seremos muito, muito duros. E isso poderá ser para os dois países, para ser sincero. Sabem, para dançar o tango são precisos dois", afirmou,

Donald Trump disse também na Sala Oval que pediu a Putin que não respondesse ao ataque de drones efetuado pela Ucrânia no passado fim de semana a vários aeródromos estratégicos russos.

"Disse [a Vladimir Putin]: 'Não o faça. Não deve fazê-lo. Deve parar'. Mas, mais uma vez, há muito ódio [entre a Ucrânia e a Rússia]", declarou o Presidente norte-americano, durante a visita do chanceler alemão à Casa Branca.

A Ucrânia atingiu aeronaves militares russas em vários aeródromos no passado fim de semana, a milhares de quilómetros das fronteiras do país, numa complexa operação de drones carregados com explosivos.

Já o chanceler alemão classificou a reunião como "muito positiva" e mostrou-se "extremamente satisfeito". Merz diz que vai regressar à Alemanha com a sensação de que tem em Trump "alguém com quem falar muito bem a nível pessoal". "Temos muito em comum", disse.

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  • Impreparado
    06 jun, 2025 Que criançola parva 09:49
    Aqui o agressor é a Rússia que meteu Trump no bolso, politicamente, e ele quer por no mesmo patamar, o agressor e o agredido que luta pela sobrevivência. Este pato donald não tem qualquer preparação para o cargo que ocupa, e pelos vistos, não virá a ter. Estas conversas são infantis, e já se percebeu que a promessa de "armar a Ucrânia até aos dentes" se a Rússia não quiser cessar-fogo, é letra morta.

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