Ativistas de veleiro retido por Israel vão ser deportados
09 jun, 2025 - 14:43 • Daniela Espírito Santo , Vítor Mesquita
Os 12 ativistas que foram detidos esta segunda-feira pelas forças israelitas quando seguiam de barco a caminho de Gaza vão ser deportados para os seus países de origem.
Os 12 ativistas que foram detidos esta segunda-feira pelas forças israelitas quando seguiam de barco a caminho de Gaza vão ser deportados para os seus países de origem. A informação foi confirmada esta tarde pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel.
Entre os ativistas pró-Palestina que seguiam a bordo do Madleen estava a ativista sueca Greta Thunberg, bem como cidadãos franceses, brasileiros, espanhóis e turcos.
O Presidente francês, Emmanuel Macron, já tinha pedido o regresso o mais rápido possível dos cidadãos franceses a bordo da embarcação, que se dirigia rumo à Faixa de Gaza com ajuda humanitária.
De acordo com a FranceInfo, entre os franceses a bordo estava a eurodeputada do partido França Insubmissa, Rima Hassan.
Em Espanha, de acordo com o jornal El País, o encarregado de negócios israelita em Madrid foi chamado pelo Ministério espanhol dos Negócios Estrangeiros para protestar contra a interceção do navio ativista Madleen.
Mais cedo, a Turquia acusou Israel de violação do direito internacional, chegando mesmo a chamar ao incidente um "ataque hediondo" em águas internacionais.
Por sua vez, Israel chamou à embarcação - que planeava entregar mantimentos em Gaza - um "iate para selfies". Outros esforços similares já tinham sido bloqueados pelas forças israelitas.
De acordo com a BBC, o barco parece estar registado no Reino Unido. Downing Street, de resto, já reagiu, pedindo a Israel que resolva a situação "com segurança e moderação" e em "conformidade com o direito internacional humanitário". O porta-voz oficial do primeiro-ministro, Keir Starmer, também comentou o assunto, relembrando que a posição do governo britânico é clara quanto à situação humanitária em Gaza, a que chamam "terrível e intolerável".
"Deixámos bem claro que precisamos de enviar mais ajuda para Gaza", foi dito aos jornalistas, numa declaração em que também se defendeu que "a entrada desimpedida de assistência em grande escala para satisfazer as enormes necessidades em Gaza é fundamental".
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