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Áustria decreta três dias de luto após ataque numa escola que provocou dez mortos

10 jun, 2025 - 15:11 • Fátima Casanova , Olímpia Mairos

O chanceler austríaco, Christian Stocker, classificou o ataque como "tragédia nacional". Já o presidente, Alexander Van der Bellen, falou em "horror que atinge o coração" da Áustria.

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A Áustria decretou três dias de luto, na sequência do ataque numa escola secundária em Graz, a segunda maior cidade do país. Dez pessoas morreram, assim como o atirador, de 21 anos.

Para quarta-feira, está marcado um minuto de silêncio para lembrar um dia negro na história do país, disse nos últimos minutos, em conferência de imprensa, o chanceler austríaco Christian Stoker.

As autoridades confirmaram a morte de dez pessoas — sete mulheres e três homens. Há ainda o registo de 11 feridos, com uma a permanecer em estado crítico ao fim da tarde.

O chanceler austríaco, Christian Stocker, classificou o ataque como "tragédia nacional". Já o presidente, Alexander Van der Bellen, falou em "horror que atinge o coração" da Áustria.

As autoridades não quiseram, no entanto, clarificar quantas destas vítimas são alunos, professores ou funcionários.

O atirador, de 21 anos, era um antigo aluno e foi encontrado morto, aparentemente ter-se-á suicidado.

Desconhecem-se, até ao momento, as motivações para este ataque.

O atirador tinha duas armas, que foram compradas legalmente.

Segundo o jornal Kronen Zeitung, o tiroteio começou por volta das 10h00 da manhã locais (9h00 em Lisboa), acrescentando que o suposto agressor disparou em duas salas de aula diferentes.

O Governo português através do primeiro-ministro, Luís Montenegro, já expressou “choque e consternação pelo ataque a escola austríaca, através da Rede Social X.

“Foi com choque e consternação que tomei conhecimento do ataque levado a cabo numa escola na Áustria", escreveu o primeiro-ministro.

Luís Montenegro apresentou ainda a profunda solidariedade e condolências às famílias das vítimas e ao povo austríaco.

Também a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, já lamentou haver escolas que se tornam lugar de violência, quando deveriam ser símbolos da juventude, da esperança e do futuro, e manifestou solidariedade com as vítimas.

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