Espanha
Sánchez pede desculpa por caso no PSOE, mas rejeita convocar eleições antecipadas
12 jun, 2025 - 16:58 • Ricardo Vieira e Lusa
“Não devíamos ter confiando nele”, declarou o primeiro-ministro espanhol sobre o dirigente socialista Santos Cerdan.
O presidente do Governo de Espanha, Pedro Sánchez, pede desculpa à população pelo caso que envolve Santos Cerdan, um dirigente do partido PSOE, mas rejeita convocar eleições legislativas antecipadas.
“Não devíamos ter confiando nele”, declarou Pedro Sánchez, esta quinta-feira, numa conferência de imprensa na sede do Partido Socialista espanhol.
O chefe do Governo de Madrid reconhece que as acusações contra Santos Cerdan são graves, mas garante que só agora conheceu o relatório da investigação policial segundo o qual o secretário de Organização do partido negociou comissões de pelo menos 520 mil euros, pagas por empresas de construção, na adjudicação de obras públicas.
Pedro Sánchez pediu "desculpa e perdão" a todos os espanhóis e, especialmente, aos militantes e simpatizantes do PSOE e anunciou uma "auditoria externa" às contas do partido, apesar dos "relatórios positivos" do Tribunal de Contas sobre a organização.
O líder do PSOE anunciou ainda, para breve, uma reestruturação da direção do partido.
"Até hoje de manhã estava convencido da integridade de Santos Cerdán", disse o líder do PSOE, que reconheceu ter trabalhado de forma muito próxima com o 'número três' do partido desde 2014 e estar a sentir uma "profunda tristeza" e uma "enorme deceção".
Santos Cerdán, que garantiu estar inocente, demitiu-se já da direção do PSOE, a pedido de Sánchez, e anunciou que vai também deixar o lugar de deputado.
Sánchez disse que este caso afeta a direção do PSOE, mas não o Governo espanhol e garantiu que não há uma "crise no governo", "em absoluto".
O primeiro-ministro rejeitou, como já fez no final da semana passada, antecipar eleições e voltou a dizer que a legislatura chegará ao final, até 2027.
- Noticiário das 9h
- 16 mai, 2026








