Guerra no Médio Oriente
Novas explosões ouvidas este domingo na capital do Irão
15 jun, 2025 - 12:56 • Lusa
A guerra entre Israel e o Irão causou já mais de 100 mortos e 800 feridos no Irão, entre lideranças militares, cientistas e civis.
Novas explosões foram ouvidas este domingo em Teerão, capital do Irão, no terceiro dia de um ataque israelita em grande escala contra a República Islâmica, avançou um jornalista da agência AFP no local.
Os meios de comunicação social iranianos, Khabar Online e Ham Mihan, noticiaram que os sistemas de defesa aérea no oeste e noroeste de Teerão tinham sido ativados "para contrariar novos ataques", enquanto o diário iraniano Shargh transmitiu um vídeo que mostrava colunas de fumo no leste da capital.
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O exército israelita garantiu ter atingido mais de 80 alvos em Teerão, em ataques aéreos noturnos que envolveram "cerca de cinquenta caças".
"Durante toda a noite, os caças da Força Aérea sobrevoaram Teerão e atingiram infraestruturas e alvos do projeto nuclear iraniano", segundo um comunicado militar, citado pela AFP.
Israel atingiu "mais de 80 alvos, incluindo o Ministério da Defesa [e o que Israel descreve como] a sede do projeto nuclear [militar] iraniano [a Organização de Investigação e Inovação Defensiva, ou Sepand, segundo a sigla persa], bem como alvos onde o regime escondia arquivos nucleares".
Por sua vez, o governo iraniano anunciou que o metro e as mesquitas de Teerão permanecerão abertos 24 horas por dia para que a população se refugie dos ataques israelitas, que retomaram ao meio-dia os bombardeamentos contra a capital iraniana.
A porta-voz do governo iraniano, Fatemeh Mohajerani, anunciou que "as mesquitas, as escolas e o metro estarão à disposição do público como abrigos", quando os meios de comunicação social nacionais começaram a noticiar novos bombardeamentos israelitas nos bairros de Saadat Abad e Punak, no noroeste da capital. O portal iraniano Khabar Online noticiou que o Instituto de Investigação Niroo, na região noroeste de Teerão, foi atacado por Israel.
Segundo a agência Young Journalists Club, próxima do governo iraniano, as defesas aéreas da cidade já foram ativadas para repelir o ataque.
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A porta-voz do governo iraniano apelou à calma. "Os centros de serviços, como os bancos e os centros médicos, estão ao serviço do público e outros centros têm também a possibilidade de alguns funcionários trabalharem à distância", explicou perante os meios de comunicação social, segundo a agência noticiosa oficial iraniana IRNA.
Entretanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico avisou os seus cidadãos para não viajarem para Israel, tendo em conta a escalada militar entre o país e o Irão.
"A situação está a evoluir rapidamente e apresenta riscos significativos", escreveu o Ministério dos Negócios Estrangeiros no seu "site", acrescentando que a situação "é suscetível de se deteriorar ainda mais".
Acrescentou que os seus cidadãos eram "aconselhados a não viajar para Israel e para os Territórios Palestinianos Ocupados".
A guerra entre Israel e o Irão, desencadeada na madrugada de 13 de junho por bombardeamentos israelitas que visaram instalações militares e nucleares iranianas, causou já mais de 100 mortos e 800 feridos no Irão, entre lideranças militares, cientistas e civis.
Entre os mortos, contam-se vários oficiais superiores, incluindo o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, general Mohamad Hossein Baqari, o comandante-chefe da Guarda Revolucionária Iraniana, Hossein Salami, e o chefe da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária, general Amir Ali Hajizadeh.
Os ataques israelitas, efetuados por 200 aviões contra uma centena de alvos, atingiram sobretudo Teerão (norte) e as centrais de enriquecimento de urânio de Fordow e Natanz (centro), o aeroporto nacional de Mehrabad e várias bases militares.
O Irão retaliou com centenas de mísseis direcionados às cidades de Telavive e Jerusalém, que fizeram pelo menos 13 mortos e 150 feridos.
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