Guerra no Médio Oriente
Português em Jerusálem. "Temos de estar sempre preparados para ir para o abrigo"
15 jun, 2025 - 00:52 • Susana Madureira Martins , Diogo Camilo
Vítor Vicente vive em Dublin e chegou à capital israelita para um evento cultural, quando foi surpreendido pelo conflito entre Israel e Irão. Diz que, até agora, não ouvi explosões no centro de Jerusálem e que o máximo de tempo que ficou num abrigo foram 5 minutos.
Vítor Vicente chegou a Jerusalém há menos de uma semana e vê-se agora no meio de um conflito entre Israel e o Irão.
É português, mas reside em Dublin, na Irlanda, e explica à Renascença que está preparado a todo o momento para recolher a um abrigo do hotel onde está hospedado.
Numa curta conversa, o escritor diz que não foi audível nenhuma explosão no centro de Jerusalém até ao momento, graças ao sistema de defesa anti-aéreo de Israel.
"Não ouvi nenhuma explosão, mas creio que as forças aéreas israelitas estão a dar conta do recado, através do sistema de segurança que consegue interceptar a esmagadora maioria dos mísseis e dos drones. É natural que haja ataques a vir também na direção de Jerusalém, mas é bastante provável que esses mísseis estejam a ser intercetados pelas forças aéreas israelitas", afirma.
Em Jerusalém desde quarta-feira para participar num evento cultural, viu-se preso num conflito após os primeiros ataques de Israel ao Irão, na madrugada de quinta para sexta-feira. E não esconde que a situação que vive é "preocupante".
"Temos de estar sempre de olho para ver se algo vem na nossa direção. Se for o caso, temos de estar preparados para ir para o abrigo. Também temos que ter sempre connosco o passaporte, a carteira, o telemóvel, o carregador do telemóvel, uma garrafa de água e alguns snacks, caso tenha que ficar no abrigo durante algumas horas", afirma, acrescentando que, até ao momento, o tempo máximo que ficou num abrigo foram "5 ou 7 minutos".
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