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Aviso "não tocar", devia ser "não sentar". Turista parte cadeira de cristais no museu Palazzo Maffei

17 jun, 2025 - 15:42 • Redação

O incidente ocorreu em abril, mas o museu apenas divulgou as imagens das câmaras de vigilância este mês. O incidente já foi denunciado, mas o casal ainda não foi identificado.

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O museu Palazzo Maffei, em Verona, na Itália, denunciou um casal de turistas depois de o homem se ter sentado e partido uma cadeira feita com cristais Swarovski. O momento foi captado pelas câmaras de segurança do museu e divulgado na passada quinta-feira, dia 12.

Nas imagens, o homem aparece acompanhado por uma mulher, a posarem à vez em frente à obra. Seguidamente, o homem senta-se na cadeira, primeiro como forma de teste e, depois, acaba por parti-la. Após o sucedido, os dois fogem do local, sem serem identificados pelos seguranças do museu.

O incidente, que ocorreu em abril, mas apenas foi divulgado este mês, deixou a obra de arte com as pernas partidas e o assento esmagado.

Segundo a direção do museu, foram dias de incerteza até que houvesse a confirmação de que a mesma havia sido restaurada. "Isto é um pesadelo para qualquer museu", afirmou Vanessa Carlon, diretora do Palazzo Maffei. "Claro que foi um acidente, mas estas duas pessoas saíram sem falar connosco - isso não é um acidente", acrescenta.

O museu não revelou o valor da obra, mas informou que o incidente já foi denunciado às autoridades. Atualmente, a obra já se encontra de volta à exposição.

A cadeira "Van Gogh", apelidada em homenagem ao quadro de Vincent van Gogh, de 1888, foi desenvolvida pelo artista italiano Nicola Bolla e adquirida pelo museu em 2022. Embora não pareça, a escultura é construída através de uma estrutura oca unida com papel de alumínio. Além disso, está marcada com sinais que avisem o público a não tocarem.

"Decidimos não nos limitar a uma simples denúncia do ocorrido. Queremos transformar este episódio numa oportunidade de reflexão e conscientização pública: a arte deve ser admirada, vivenciada, mas acima de tudo respeitada. Sempre", afirmou o museu num comunicado.

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