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Guerra Israel-Irão

"É uma guerra mais a sério". David mais preocupado com mísseis iranianos do que com rockets do Hamas

17 jun, 2025 - 11:52 • André Rodrigues

Português a viver há oito anos em Telavive admite que os israelitas concordam com as ações militares contra o Irão. Mas "têm mais medo", porque "agora, não é possível sair do país".

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Pouco passava das 8h00 em Telavive quando o silêncio da casa de David Rosh Pina foi interrompido por “três explosões muito grandes” que foram ouvidas “de forma clara”.

Quando os mísseis aterram, dá para ouvir de forma muito distinta esse barulho”, conta à Renascença este português que passou a última noite praticamente acordado, entre alertas no telemóvel e sirenes de aviso.

"É uma guerra mais a sério". Português mais preocupado com mísseis iranianos do que com rockets do Hamas
Veja aqui as imagens da destruição em Telavive, gravadas por David Rosh Pina.

Habituado às chuvas de rockets lançados de Gaza e do Líbano, David admite que, desta vez, as coisas são diferentes e que, “claramente, isto é uma guerra mais a sério”.

E explica porquê: “Os ataques têm sido muito mais fortes do que o costume e há muita gente que está a falar em querer sair do país… mete muito mais medo quando são mísseis balísticos, que podem cair em qualquer zona”.

Por outro lado, continua, “as pessoas têm também muito menos opções… antigamente, quando o Hamas atacava, era possível sair do país, ou ir para outros sítios… agora, não é possível sair do país”.

Iron Dome eficaz? “É muito bonito quando é o apartamento dos outros”

Outra das preocupações prende-se com a proteção conferida pelas defesas antiaéreas. O Iron Dome – Cúpula de Ferro – tem uma eficácia estimada de 99% e, praticamente até agora, garantiu a inviolabilidade do território israelita.

“Tenho uma amiga que o primeiro míssil que atingiu Telavive foi precisamente por cima do apartamento dela… é muito bonito quando é o apartamento dos outros, mas depois quando é o nosso as pessoas começam a pensar, enfim, não é exatamente a melhor situação”, desabafa David, com o riso de quem expia o medo sobre o que poderá ser o dia seguinte, a hora seguinte e cada minuto que passa.

É muito difícil haver um sistema que possa defender a população, por melhor que seja, principalmente quando a intenção é atingir a população civil”, conclui.

O governo de Benjamin Netanyahu fixou o objetivo de concluir esta guerra com o Irão em duas semanas: "estamos a meio da primeira semana e as pessoas querem que isto acabe o mais depressa possível".

Nas últimas horas, as autoridades israelitas confirmaram que o ataque iraniano das últimas horas feriu cinco pessoas sem gravidade nos arredores de Telavive.

Foram vítimas de um bombardeamento que atingiu um terminal de autocarros.

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