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Dia Mundial do Refugiado

Irão é o país que acolhe mais refugiados em todo o mundo

20 jun, 2025 - 10:16 • André Rodrigues

Relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas refere que 40% das pessoas deslocadas no mundo são crianças.

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O Irão é o país que acolhe mais refugiados em todo o mundo, diz à Renascença Joana Feliciano, da secção portuguesa do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

“Muitas vezes, pensa-se logo à partida que os países que mais acolhem estão situados no contexto europeu, mas não é assim”, refere esta responsável que, assim contraria, uma perceção generalizada nos países desenvolvidos.

A maior parte dos refugiados é acolhida “em países de baixo e médio rendimento”, sendo que o primeiro “é a República Islâmica do Irão, com são cerca de 3,5 milhões de refugiados”, uma circunstância coincidente com o conflito com Israel que faz com que seja “natural” que este número “aumente e, até, se agrave, exigindo um reforço da resposta humanitária”.

Em segundo lugar, “temos a Turquia, que é o segundo país que mais acolhe, em terceiro a Colômbia, em quarto a Alemanha, o único país europeu, e também, em número cinco, a Uganda”, detalha Joana Feliciano.

Por outro lado, esta responsável lembra que a esmagadora maioria dos refugiados desloca-se para países vizinhos, significando isso que o Irão recebe muitos refugiados de países do Médio Oriente em conflito, como é o caso da Síria ou do Líbano.

O relatório do ACNUR sobre a situação global dos refugiados revela um outro dado preocupante: “40% das pessoas deslocadas no mundo são crianças e muitas delas que se deslocam acabam por se separar de alguma forma, involuntariamente, dos seus familiares”.

Além disso, prossegue, “uma em cada 67 pessoas foram deslocadas”.

No caso português, no final do ano passado, havia em Portugal um total de 73.194 mil pessoas identificadas como forçadas a fugir e que estão acolhidas.

“Dentro desse valor, a maioria são pessoas que têm o estatuto de refugiado, na sua maioria cerca de 60 mil refugiados eram ucranianos”, refere Joana Feliciano, que acrescenta que também existe uma grande comunidade afegã em Portugal.

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