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Médio Oriente

Israel vai intensificar ataques sobre "símbolos do regime" do Irão

20 jun, 2025 - 12:20 • João Pedro Quesado com Reuters

Vários países europeus estão a tentar convencer o regime de Teerão a regressar às negociações, enquanto o presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, pondera abertamente a hipótese de envolver o país no conflito atual.

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O ministro da Defesa de Israel anunciou, esta sexta-feira, que deu ordens ao exército israelita para intensificar os ataques a "símbolos do regime" em Teerão, capitão do Irão, com o objetivo de a destabilizar.

"Devemos atingir todos os símbolos do regime e os mecanismos de opressão da população, como a milícia Basij, e a base de poder do regime, como a Guarda Revolucionária", afirmou Israel Katz.

O Irão afirmou, esta sexta-feira, que não vai discutir o futuro do programa nuclear enquanto está sob ataque de Israel. Vários países europeus estão a tentar convencer o regime de Teerão a regressar às negociações, enquanto o presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, pondera abertamente a hipótese de envolver o país no conflito atual.

Uma semana após começar a atacar o Irão, o exército israelita levou a cabo novos ataques contra dezenas de alvos militares durante a noite, incluindo locais de produção de mísseis e uma organização de pesquisa envolvida no desenvolvimento de armas nucleares em Teerão.
O Irão lançou pelo menos uma nova onda de mísseis na manhã desta sexta-feira, atingindo zonas perto de apartamentos residenciais, prédios de escritórios e instalações industriais na cidade de Bersheba, no sul de Israel.

A Casa Branca disse na quinta-feira que o presidente Donald Trump decidirá "se aceita ou não" o envolvimento dos EUA no conflito nas próximas duas semanas, citando a possibilidade de negociações envolvendo o Irão num futuro próximo.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araqchi, disse na sexta-feira que não havia espaço para negociações com os Estados Unidos, "até que a agressão israelita pare".

Araqchi deve encontrar-se com ministros dos Negócios Estrangeiros europeus em Genebra ainda nesta sexta-feira. A Europa espera estabelecer um caminho de volta à diplomacia sobre o programa nuclear do Irão.

Segundo a Reuters, dois diplomatas disseram, antes da reunião com França, Grã-Bretanha, Alemanha e a chefe de política externa da União Europeia, que Araqchi seria informado de que os EUA ainda estão abertos a negociações diretas. As expectativas de um avanço são baixas.

Israel começou a atacar o Irão na sexta-feira passada, alegando novamente que o seu inimigo de longa data estava prestes a desenvolver armas nucleares. O Irão, que afirma que o seu programa nuclear é apenas para fins pacíficos, retaliou com ataques de mísseis e drones contra Israel.

Apesar de nunca ter sido confirmado, acredita-se amplamente que Israel possua armas nucleares.

Os ataques aéreos israelitas mataram 639 pessoas no Irão, de acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, uma organização de direitos humanos com sede nos EUA que monitoriza o Irão. Entre os mortos estão altas patentes militares e cientistas nucleares.

Israel afirma que pelo menos duas dúzias de civis israelitas foram mortos em ataques de mísseis iranianos.

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