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​Guerra no Médio Oriente

​Reunião UE-Irão. Europa apela a solução negociada para guerra no Médio Oriente

20 jun, 2025 - 19:50

Ministros europeus encontraram-se com responsável pela diplomacia do Irão, numa altura em que os Estados Unidos avaliam apoiar Israel nos ataques militares contra Teerão.

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A União Europeia e o Reino Unido apelam a uma solução negociada para garantir que o Irão nunca tenha acesso a uma arma nuclear.

A posição foi manifestada numa declaração conjunta divulgada após uma reunião dos representantes diplomáticos da União Europeia, Reino Unido, França e Alemanha com o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, que decorreu em Genebra, na Suíça.

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Os ministros europeus reafirmaram a preocupação sobre a expansão do programa nuclear do Irão, “que não tem qualquer objetivo civil credível”.

Todas as partes devem evitar dar passos que possam agravar, ainda mais, a situação no Médio Oriente, refere o comunicado conjunto dos ministros europeus e britânico.

Os responsáveis europeus e o Irão manifestaram a intenção de voltar à mesa das negociações em breve.

"O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros expressou a sua vontade de continuar as discussões sobre o programa nuclear e, de forma mais ampla, sobre todas as questões, e esperamos que o Irão se comprometa com a discussão, inclusive com os Estados Unidos, para chegar a uma solução negociada", disse o ministro francês, Jean-Noel Barrot.

O ministro britânico, David Lammy, afirmou que os países europeus estão ansiosos para continuar as negociações com o Irão.

"Este é um momento perigoso e é extremamente importante que não vejamos uma escalada regional deste conflito", disse o chefe da diplomacia britânica.

Abbas Araghchi disse aos jornalistas no final da reunião que o Irão está "pronto considerar a diplomacia novamente quando a agressão parar" e Israel seja "seja responsabilizado pelos crimes hediondos".

O ministro garante que o programa nuclear do Irão destina-se apenas a fins pacíficos e que os ataques de Israel são uma violação do Direito Internacional.

O Irão vai continuar a "exercer o seu direito à legítima defesa", declarou.

"Que fique claro que as capacidades defensivas do Irão não são negociáveis", sublinhou o chefe da diplomacia de Teerão.

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