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Teerão “em nenhuma circunstância” porá fim às atividades nucleares

21 jun, 2025 - 19:39 • Lusa

Regime de Teerão está disposto a negociar, mas reivindicando o direito de prosseguir atividades nucleares com fins pacíficos.

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O Presidente do Irão disse este sábado que “em nenhuma circunstância” a República Islâmica porá fim às atividades nucleares, sublinhando que o regime de Teerão está disposto a negociar, mas reivindicando o direito de as prosseguir com fins pacíficos.

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Ao nono dia de conflito entre Israel e Irão, Masoud Pezeshkian disse, numa conversa telefónica com o Presidente francês, Emmanuel Macron, que o Irão está disposto a "dialogar e cooperar", mas não admite “reduzir as atividades nucleares a zero” e que esse direito não lhe pode ser retirado “por ameaça ou guerra”.

Citado pela agência iraniana IRNA, Pezeshkian lembrou que “o Irão sempre disse estar disponível para fornecer garantias e instaurar a confiança no que diz respeito às suas atividades nucleares pacíficas, no quadro do direito internacional”.

No mesmo telefonema, ocorrido após uma reunião, na sexta-feira, em Genebra, entre os chefes da diplomacia de França, Reino Unido e Alemanha, a Alta Representante para os Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE), Kaja Kallas, e o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, e a sua equipa, Emmanuel Macron afirmou que os europeus vão “acelerar as negociações” com Teerão.

"Estou convencido de que existe uma via para sair da guerra e evitar perigos ainda maiores”, transmitiu o Presidente francês, na rede social X, realçando que "o Irão nunca deverá ter armas nucleares” e que lhe cabe “dar todas as garantias de que as suas intenções são pacíficas".

Israel lançou, na madrugada de 13 de junho, uma ofensiva sobre o Irão, bombardeando instalações militares e nucleares e matando lideranças militares, cientistas e civis.

Como justificação, Telavive aponta o avanço do programa nuclear e o fabrico de mísseis balísticos na República Islâmica, considerando que representam uma ameaça direta à sua segurança.

Os bombardeamentos israelitas contra o Irão já mataram mais de 600 pessoas (incluindo pelo menos 200 civis), segundo o Human Rights Activists, grupo de defesa dos direitos humanos com sede em Washington.

Israel estima, por seu lado, que os ataques iranianos já fizeram pelo menos 24 mortos e 1.217 feridos, 12 dos quais em estado grave.

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  • Pacíficos?
    22 jun, 2025 Aldrabões! 09:33
    Fins pacíficos só pedem enriquecimento de urãnio até 20%. O Irão já estava a levar o enriquecimento acima de 60%, e quem faz enriquecimento de urânio a este nível, pode ser para tudo, menos para fins pacíficos.

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