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CDS preocupado com conflito rejeita que Irão tenha acesso a armas nucleares

22 jun, 2025 - 19:46 • Lusa

CDS apela à contenção e à abertura de um caminho para a "paz e tranquilidade", que inclua "o respeito pela integridade do Estado de Israel e uma solução justa para os palestinianos".

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O CDS-PP manifestou este domingo "grande preocupação com o escalar" do conflito no Médio Oriente, considerando fundamental que a "ditadura teocrática" do Irão não tenha acesso a armas nucleares.

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Numa publicação na rede social "X", antigo Twitter, os centristas, liderados por Nuno Melo, ministro da Defesa, manifestaram "grande preocupação" em relação ao "escalar da situação de conflito no Médio Oriente".

"Para o CDS é fundamental que o Irão e a sua ditadura teocrática não tenham acesso a armas nucleares, por constituir a principal ameaça para a região", é sustentado.

O CDS apela à contenção e à abertura de um caminho para a "paz e tranquilidade", que inclua "o respeito pela integridade do Estado de Israel e uma solução justa para os palestinianos".

Hoje, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, sublinhou a gravidade da situação no Médio Oriente, apelando à contenção e "urgência de retomar a via diplomática", como forma de resolver o conflito.

Também o primeiro-ministro, Luís Montenegro, manifestou-se preocupado com o risco de "grave escalada" no Médio Oriente e apelou para a "máxima contenção de todas as partes" e ao regresso às negociações com o objetivo de encontrar uma "solução diplomática".

Numa publicação na rede social "X", antigo Twitter, o chefe do executivo português considerou que "o programa nuclear do Irão é uma séria ameaça à segurança mundial, pelo que não pode prosseguir".

Os Estados Unidos entraram no sábado na guerra de Israel contra o Irão, bombardeando as três principais instalações envolvidas no programa nuclear iraniano.

O Presidente Donald Trump ameaçou o regime de Teerão com mais ataques se "a paz não chegar rapidamente".

Segundo o Pentágono, bombardeamentos estratégicos visaram a fortaleza subterrânea de Fordo, a principal fábrica de enriquecimento de urânio do Irão, num ataque que foi complementado pelo lançamento de até 30 mísseis Tomahawk a partir de submarinos contra duas outras instalações, Natanz e Isfahan.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano afirmou hoje que os Estados Unidos lançaram uma "guerra perigosa" contra o Irão.

Israel e o Irão têm trocado ataques diários com mísseis e drones desde a madrugada de sexta-feira, 13 de junho, quando Israel começou a bombardear o país persa.

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