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Calendário de vacinação nos EUA pode ser revisto por novos conselheiros de Robert F. Kennedy

25 jun, 2025 - 19:30 • João Malheiro

Para lá do calendário, a utilização de algumas vacinas também será discutida.

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O calendário de vacinação obrigatória para crianças e adolescentes pode ser revisto pelo novo painel de conselheiros para a vacinação do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças norte-americano (CDC), nomeado pelo secretário da Saúde Robert F. Kennedy Jr.

O governante da administração Trump para a área da Saúde, que sempre teve um discurso cético e negacionista em relação à eficácia da vacinação, despediu todos os 17 elementos anteriores do painel de conselheiros para esta área e nomeou oito novos, no início de junho. Entretanto, um deles já se demitiu do cargo.

De acordo com a Reuters, os conselheiros agora nomeados já estam a divergir de protocolos necessários para garantir rigor e consenso científico. O líder do novo painel de peritos é liderado por Martin Kulldorff, um crítico dos confinamentos da Covid-19 que recusou a vacinação contra a pandemia e que foi demitido de Harvard.

Para lá do calendário, a utilização de algumas vacinas também será discutida.

A FDA passa agora a recomendar a vacinação contra a Covid-19 apenas a pessoas com 65 anos ou mais, ou pessoas com idades entre 6 meses e 64 anos com pelo menos um fator de risco de desenvolver uma forma grave da doença.

A definição desses fatores de risco é, no entanto, muito abrangente e vai desde a asma à sida, passando pela diabetes, obesidade e esquizofrenia ou ainda tabagismo e falta de atividade física.

Outra novidade é que a FDA vai pedir às empresas farmacêuticas que realizem ensaios clínicos sobre os benefícios das vacinas em pessoas saudáveis com menos de 65 anos, referiram os responsáveis, mencionando a possibilidade de o grupo de controlo receber uma solução salina como placebo.

Filho de Robert F. Kennedy, o antigo procurador-geral assassinado em 1968, o atual responsável pelo Departamento de Saúde é conhecido pelas suas posições polémicas em relação a vacinas e por espalhar desinformação durante a pandemia.

Kennedy foi criticado por fazer alegações médicas falsas, incluindo que as vacinas estão ligadas ao autismo. Durante a pandemia, opôs-se contra as restrições estaduais e federais para tentar travar o vírus.

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