Cimeira da NATO
Hora de "arregaçar as mangas", diz Rutte. NATO aprova "salto quântico" para 5% do PIB em Defesa até 2035
25 jun, 2025 - 14:03 • João Pedro Quesado
Secretário-geral da NATO assegurou que a Ucrânia "continua a contar com o nosso apoio". Líderes da NATO estiveram reunidos no encontro do Conselho do Atlântico Norte na cimeira de 2025, em Haia, nos Países Baixos.
O secretário-geral da NATO afirmou esta quarta-feira que é preciso "arregaçar as mangas" para tornar o "novo plano" da Aliança Atlântica "uma realidade". Após a reunião dos chefes de Estado dos países da NATO, em que foi aprovada a nova meta de despesa de 5% do PIB (Produto Interno Bruto) em Defesa, um "salto quântico" que deve ser atingido até 2035, Mark Rutte garantiu que a Ucrânia está no "caminho irreversível rumo à adesão à NATO".
"Agora passamos da fase de concordar sobre o que é necessário para arregaçar as mangas e tornar este novo plano uma realidade. E parte disso exige que expandamos rapidamente a nossa capacidade industrial de defesa em ambos os lados do Atlântico", apontou Rutte, depois de declarar que "as decisões tomadas hoje vão tornar a NATO muito mais forte" e levar a um "salto quântico" nas capacidades de defesa coletiva da NATO, que será uma aliança "mais forte, mais justa e mais letal".
Na declaração resultante da cimeira da NATO em Haia, os líderes da Aliança Atlântica apontam à "ameaça de longo-prazo colocada pela Rússia à segurança Euro-Atlântica e a persistente ameaça de terrorismo" para assumir o compromisso de "investir 5% do PIB anualmente em requisitos nucleares de defesa assim como gastos relacionados com defesa e segurança em 2035 para assegurar as nossas obrigações individuais e coletivas".
O acordo alcançado pelos aliados aponta que "pelo menos 3,5% do PIB" deve ser alocado a "requisitos nucleares de defesa" e para cumprir os "objetivos de capacidade da NATO". Os países devem ainda investir 1,5% do PIB anualmente para "proteger a nossa infraestrutura crítica, defender as nossas redes, assegurar a preparação civil e resiliência, libertar a inovação e fortalecer a nossa base industrial de defesa".
CIMEIRA DA NATO
Rutte diz que "não há alternativa" aos 5% do PIB, Trump garante que nuclear do Irão está destruído "por uma década"
O secretário-geral da NATO considera tratar-se de (...)
"Isto significa que, independentemente dos desafios que enfrentemos — seja da parte da Rússia, do terrorismo, de ciberataques, sabotagem ou da concorrência estratégica — esta aliança está, e continuará a estar, pronta, determinada e capaz de defender cada centímetro do território aliado", sublinhou Mark Rutte na conferência de imprensa após a cimeira, acrescentando que a NATO poderá "garantir que os nossos mil milhões de cidadãos possam continuar a viver em liberdade e segurança".
O secretário-geral da NATO garantiu também que "o Presidente Trump foi claro ao afirmar que os Estados Unidos estão comprometidos com a NATO", apontando que o fez "hoje, de forma inequívoca", depois de deixar no ar, durante a viagem para a cimeira em Haia, que a "definição" do Artigo 5 da NATO estaria "aberta a interpretação".
"Ao mesmo tempo, deixou claro que os Estados Unidos esperam que os aliados europeus e o Canadá contribuam mais — e é precisamente isso que estamos a ver acontecer", sublinhou Rutte, para quem "as decisões" dos aliados "mostram, do Mediterrâneo ao Ártico, da costa oeste dos EUA ao flanco leste da Aliança", que a "América está comprometida com a NATO" e "os aliados estão unidos para fortalecer" a Aliança.
Ucrânia está "no caminho irreversível rumo à adesão"
Mark Rutte garantiu ainda o apoio da NATO à Ucrânia, declarando que "a nossa mensagem clara ao Presidente Zelensky e ao povo ucraniano é que a Ucrânia continua a contar com o nosso apoio, incluindo mais de 35 mil milhões de euros já prometidos só este ano, com mais apoio a caminho".
"O nosso objetivo é manter a Ucrânia na luta hoje, para que possa alcançar uma paz duradoura no futuro", disse o secretário-geral, reafirmando que "estamos ao lado da Ucrânia na sua busca pela paz e continuaremos a apoiá-la no seu caminho irreversível rumo à adesão à NATO".
Rutte apontou que a NATO "não deve ser ingénua com a Rússia", que começou "uma guerra totalmente injustificada contra a Ucrânia" e, sobre Putin, disse simplesmente "não confio no tipo".
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