CIMEIRA DA NATO
Montenegro garante mais despesa com Defesa sem prejuízo dos apoios sociais
25 jun, 2025 - 10:01 • Olímpia Mairos , Alexandre Abrantes Neves
Os 32 líderes da NATO estão reunidos esta quarta-feira em cimeira para chegar a um novo compromisso para gastarem mais em Defesa face à instabilidade geopolítica mundial.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro , garante que Portugal vai mesmo cumprir os objetivos de aumentar a despesa com o setor da Defesa.
“Nós temos uma perspetiva de poder ter um investimento nos próximos 10 anos de se poder atingir 3,5% do produto”, garantiu Montenegro à entrada da reunião da NATO, em Haia.
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"Aquilo que é importante para nós salvaguardar é que nós faremos isto com equilíbrio, conciliando todas as nossas responsabilidades, nomeadamente a estabilidade financeira e, por via dela, também a responsabilidade que temos de assegurar às portuguesas e aos portugueses todas as respostas sociais e, portanto, não prejudicar nenhum dos nossos eixos de política pública com o reforço deste investimento”, sublinhou.
Em declarações aos jornalistas portugueses em Haia, onde decorre o segundo e último dia da cimeira da NATO, Luís Montenegro garantiu também que o nosso país “está preparado para ser parte de uma cimeira que marca uma nova fase, que garante a unidade da Aliança Atlântica, que garante a solidariedade entre Europa, os Estados Unidos, o Canadá”.
explicador renascença
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Os 32 líderes da NATO estão reunidos esta quarta-feira em cimeira para chegar a um novo compromisso para gastarem mais em Defesa face à instabilidade geopolítica mundial.
Os aliados devem comprometer-se a gastar, nos próximos anos, 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em gastos militares tradicionais (forças armadas, equipamento e treino) e 1,5% do PIB adicionais em infraestruturas de dupla utilização, civis e militares (como relativas à cibersegurança, prontidão e resiliência estratégica), um acréscimo face ao atual objetivo de 2%.
A Renascença apurou que Portugal teve um papel crucial em negociações informais e discretas para chegar ao compromisso final que vai ser hoje assinado pelos aliados. Essa influência firmou-se em três eixos essenciais: garantir o prazo de dez anos (até 2035) para atingir a meta dos 5%, assegurar que não havia objetivos anuais e apenas a apresentação de relatórios que evidenciam "uma trajetória de crescimento" e ainda fixar a revisão das metas em 2029.
[Notícia atualizada às 11h54]
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