União Europeia
Eslováquia vai manter o veto ao próximo pacote de sanções contra a Rússia
26 jun, 2025 - 22:35 • João Malheiro
A Eslováquia está hesitante em aprovar aquele que será o 18.º pacote de sanções ao Kremlin, desde o início da guerra, por estar dependente dos combustíveis fósseis da Rússia.
A Eslováquia anunciou que vai manter o veto ao próximo pacote de sanções da União Europeia (UE) à Rússia, devido à invasão à Ucrânia.
O primeiro-ministro do país anunciou o voto contra o pacote, depois de, inicialmente, ter havido um pedido de adiamento da votação.
A Eslováquia está hesitante em aprovar aquele que será o 18.º pacote de sanções ao Kremlin, desde o início da guerra, por estar dependente dos combustíveis fósseis da Rússia, enquanto que a Comissão Europeia quer que os países abandonem estes produtos.
Em maio, a Comissão Europeia apresentou um plano para que toda a UE abandonasse, lentamente, o consumo de óleo e gás russo, até 2027. A Eslováquia rejeitou esta proposta, temendo um aumento de preço para os consumidores, menos competitividade no mercado e problemas de segurança.
A Hungria está numa posição semelhante à da Eslováquia, o que também tem causado constantes desafios diplomáticos em Bruxelas. Já que o abandono da energia russa não necessita de um voto unânime, a Eslováquia tenta fazer pressão através do veto às sanções, que já têm de ser aprovadas por todos os países.
A Rússia, que há mais de três anos lançou uma ofensiva maciça na Ucrânia, rejeitou qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda quatro regiões, além da península da Crimeia anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).
Estas condições são consideradas inaceitáveis pela Ucrânia, que, juntamente com os aliados europeus, exige um cessar-fogo incondicional de 30 dias antes de entabular negociações de paz com Moscovo.
A Rússia, por seu lado, considera que aceitar tal oferta permitiria às forças ucranianas, em dificuldades na frente de batalha, rearmar-se graças aos abastecimentos militares ocidentais.
- Noticiário das 11h
- 15 mai, 2026








