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"Ferimentos na caixa torácica e nas costas". Revelada a causa da morte de Juliana Marins que caiu num vulcão na Indonésia

27 jun, 2025 - 13:47 • Olímpia Mairos

O Presidente do Brasil Lula da Silva deu indicações ao Ministério das Relações Exteriores “que preste todo o apoio à família, o que inclui a trasladação do corpo até o Brasil”.

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A autópsia ao corpo de Juliana Marins, a jovem alpinista brasileira, que caiu num vulcão na Indonésia, revela que a morte foi provocada por hemorragias e danos em órgãos internos.

“Encontramos arranhões e escoriações, bem como fraturas no tórax, ombro, coluna e coxa. Essas fraturas ósseas causaram danos a órgãos internos e sangramento", adiantou esta sexta-feira o especialista forense Ida Bagus Alit, citado pela BBC News Brasil.

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De acordo com o médico “a vítima sofreu ferimentos devido à violência e fraturas em diversas partes do corpo”, sendo que “a principal causa de morte foram ferimentos na caixa torácica e nas costas”.

A partir dos resultados da autópsia, realizada na noite de quinta-feira, no Hospital Bali Mandara, em Bali, Ida Bagus Alit estima que a jovem terá morrido 20 minutos após ter sofrido os ferimentos.

“Por exemplo, havia um ferimento na cabeça, mas nenhum sinal de hérnia cerebral, que geralmente ocorre de várias horas a vários dias após o trauma. Da mesma forma, no tórax e no abdómen, houve sangramento significativo, mas nenhum órgão apresentou sinais de retração que indicassem sangramento lento. Isso sugere que a morte ocorreu logo após os ferimentos”, explicou o médico.

O especialista forense acrescentou ainda que não havia sinais de hipotermia, pois não havia ferimentos tipicamente associados à condição, como lesões nas pontas dos dedos.

A turista brasileira de 26 anos sofreu uma queda de 500 metros, no passado sábado dia 21, quando realizava uma trilha pelo vulcão Rinjani, o segundo vulcão mais alto da Indonésia, e só foi resgatada na passada quarta-feira, dia 25.

A família de Juliana Marins acusa as equipas de resgate da Indonésia de “negligência grave”.

“Se a equipa tivesse conseguido chegar até ela no tempo estimado de 7 horas, Juliana ainda estaria viva. Juliana merecia mais”, diz a família no perfil do Instagram. “Agora buscaremos justiça para ela, porque é isso que ela merece.”, lê-se.

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, assumiu na Rede Social X o compromisso da transladação de Juliana da Indonésia para aquela cidade do Brasil, “onde será velada e sepultada”.

Também o Presidente do Brasil Lula da Silva publicou, na quinta-feira na Rede Social X, a informação de que tinha determinado ao Ministério das Relações Exteriores “que preste todo o apoio à família, o que inclui a trasladação do corpo até o Brasil”.

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