Trump ordena corte de fundos a ONG acusadas de incitar distúrbios nos EUA
28 jun, 2025 - 18:14 • Fábio Monteiro com Lusa
Presidente dos EUA ordena suspensão imediata de financiamento federal a ONG acusadas de promover distúrbios, mesmo antes de votação no Congresso sobre proposta de lei apresentada pelo republicano Kevin Kiley.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou este sábado que o Governo federal vai suspender imediatamente o financiamento a Organizações Não Governamentais (ONG) envolvidas em distúrbios, independentemente do desfecho da proposta de lei que aguarda votação no Congresso.
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Através de uma publicação na sua plataforma Truth Social, Trump declarou: "A lei do congressista Kevin Kiley deve ser aprovada imediatamente. Por este meio, instruo o meu Governo a não pagar nada a esses grupos radicalizados, independentemente da tal legislação."
O chefe de Estado norte-americano acusou as organizações de “usarem dinheiro do Estado para incitar distúrbios, incendiar ou destruir cidades”, regressando depois para solicitar fundos destinados à reconstrução. Na mesma mensagem, reforçou: “CHEGA DE DINHEIRO!!!”
A proposta apresentada por Kevin Kiley, congressista republicano da Califórnia, surge na sequência de protestos recentes em Los Angeles contraoperações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). Kiley pretende que ONG envolvidas em "distúrbios ilegais" fiquem impedidas de receber fundos federais ou benefícios fiscais, além de propor o agravamento das penas para agressões a agentes federais e para a obstrução de operações de imigração.
Atualmente, a pena por agressão simples a um agente federal é de um ano de prisão, sem previsão de multa. A proposta de Kiley visa endurecer estas sanções.
Na sua declaração, Kiley acusou especificamente a Coligação pelos Direitos Humanos dos Imigrantes de Los Angeles (CHIRLA) de ter recebido 34 milhões de dólares (cerca de 31,6 milhões de euros) em fundos estatais e de ter desempenhado um papel central nos protestos, divulgando em tempo real as localizações das operações do ICE.
Um porta-voz da CHIRLA rejeitou qualquer envolvimento da organização nos distúrbios. Ainda assim, a ONG está a ser alvo de investigação pelo Comité Judiciário da Câmara dos Representantes, dominada, tal como o Senado, pela maioria republicana.
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