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Investigação avalia todas as teorias para queda de avião da Air India, incluindo sabotagem

29 jun, 2025 - 16:19 • Lusa

Um único passageiro, sentado perto de uma saída de emergência na parte frontal do avião, sobreviveu à queda, quando o aparelho caiu numa zona residencial da cidade logo após a descolagem.

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A investigação sobre a queda do Boeing 787 da Air India, em 12 de junho, ao levantar voo de Ahmedabad, no noroeste do país, está a examinar todas as teorias, incluindo sabotagem, indicou hoje o executivo de Nova Deli.

"Todos os ângulos estão a ser examinados", disse o ministro de Estado da Aviação Civil, Murlidhar Mohol, em resposta a uma pergunta sobre uma possível sabotagem feita no canal de notícias NDTV.

O desastre aéreo, o mais mortífero do mundo desde 2014, fez pelo menos 279 mortos, de acordo com um relatório policial provisório divulgado dois dias após o acidente.

Um único passageiro, sentado perto de uma saída de emergência na parte frontal do avião, sobreviveu à queda, quando o aparelho caiu numa zona residencial da cidade logo após a descolagem.

Pelo menos 38 pessoas morreram no solo, de acordo com o mesmo relatório policial.

O piloto fez um alerta de emergência pouco depois de levantar voo, informou o Ministério da Aviação Civil da Índia, sem revelar mais detalhes sobre a causa do acidente até ao momento.

Na sua entrevista à NDTV, Mohol mencionou, entre outras fatores, o cenário de uma falha simultânea de ambos os motores, nas "isso nunca aconteceu", referiu.

"O relatório (da investigação) vai permitir-nos determinar se os motores tiveram algum problema, se foi um problema de abastecimento de combustível e porque é que ambos os motores deixaram de funcionar", acrescentou o ministro.

Murlidhar Mohol disse que "é muito cedo para dizer", mas seja qual for a causa do acidente, "será conhecida", estando prevista a divulgação de um primeiro relatório dentro de três meses.

As duas caixas negras da aeronave, o gravador de dados de voo (FDR) e o gravador de voz da cabine (CVR), estão a ser analisadas na Índia, informou o Departamento Indiano de Acidentes de Aviação Civil (AAIB) na quarta-feira.

A queda do voo 171 da Air India, com destino a Londres, foi a primeira envolvendo um B-787, que entrou ao serviço em 2011.

A Autoridade de Aviação Civil ordenou uma inspeção aos outros 33 B-787 em serviço da Air India no dia seguinte à queda, mas Mohol reiterou no domingo que esta operação não revelou "qualquer problema".

Até à data, os peritos forenses conseguiram identificar 260 vítimas através de ADN.

O processo de identificação ainda está em curso.

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