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Chefe da diplomacia alemã acusa Putin de querer a capitulação de Kiev

30 jun, 2025 - 10:07 • Lusa

O chefe da diplomacia alemã garantiu que o país permanece "de forma inabalável" ao lado da Ucrânia

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O ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Johann Wadephul, acusou esta segunda-feira o Presidente russo, Vladimir Putin, de não ter qualquer vontade de negociar a paz e de querer impor a capitulação da Ucrânia.

Embora a Ucrânia esteja pronta para negociações genuínas com Moscovo, "Putin não cede a nenhuma das suas exigências maximalistas: não quer negociações, mas capitulação", disse Wadephul, num comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

O chefe da diplomacia alemã garantiu que o país permanece "de forma inabalável" ao lado da Ucrânia, nomeadamente através do envio de sistemas modernos de defesa aérea e de outras armas, além de ajuda humanitária e económica.

A declaração surgiu depois de Wadephul ter chegado à capital ucraniana, Kiev, para uma visita não anunciada.

"A liberdade e o futuro da Ucrânia são a tarefa mais importante da nossa política externa e de segurança" na Europa, afirmou o ministro.

A visita de Wadephul ocorre numa altura em que a Rússia intensifica os ataques com 'drones' (aeronaves não tripuladas) e mísseis contra a Ucrânia e as conversações de paz iniciadas pelos Estados Unidos para pôr fim ao conflito de três anos estão paralisadas.

A Rússia está "a apostar no enfraquecimento do nosso apoio" e "quer a conquista e a submissão a qualquer custo --- mesmo que isso custe centenas de milhares de vidas", disse o ministro.

Wadephul defendeu que será na Ucrânia que se decidirá se a Europa permanecerá "um lugar onde a liberdade e a dignidade humana são valorizadas" ou se se tornará "um continente onde a violência transcende fronteiras".

O ministro referiu ainda o aumento das despesas com a defesa para, pelo menos, 5% do Produto Interno Bruto, acordado pelos países da NATO, como um fator-chave para garantir a segurança do continente europeu.

Enquanto a Rússia recusar verdadeiras negociações de paz, "continuaremos a limitar os meios de Putin para financiar a sua guerra criminosa através de sanções", acrescentou Wadephul.

Berlim está a trabalhar em novas sanções económicas "dentro da UE e com os nossos parceiros do G7 com a máxima determinação", garantiu o chefe da diplomacia alemã.

No domingo, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia afirmou que o último ataque massivo russo, no qual os militares da Rússia utilizaram cerca de 500 'drones' e mísseis de vários tipos, demonstra a urgência de novas sanções contra Moscovo.

"O crescente nível de terror comprova a urgência de novas sanções. A União Europeia e os Estados Unidos precisam delas, não apenas para a Ucrânia, mas também para si próprios", escreveu Andrii Sybiha, na rede social X.

O ministro disse ainda que "desviar recursos da máquina terrorista da Rússia é agora uma questão de segurança transatlântica".

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  • Só agora
    30 jun, 2025 Perceberam? 12:15
    Mas demoraram 3 anos e meio a perceber isso !? Então aquela mensagem que a Rússia mandou à Ucrânia nas primeiras horas da invasão. a dizer-se pronta para "aceitar a Rendição incondicional", não acham que é um forte indicativo das intenções da russalhada? E as ditas "condições" para "negociações de Paz" que a Rússia sistematicamente manda, são mesmo "condições para uma negociação" de Paz? Não serão mas é um ultimato de Rendição incondicional? Demoraram 3,5 anos a perceber isso?
  • Quais sanções
    30 jun, 2025 Qual carapuça 09:39
    As sanções são tretas: misseis e drones russos derrubados, denunciam, quando desmontados, dezenas de componentes ocidentais que por portas e travessas furaram as sanções e chegaram a Moscovo e permitem a continuação dos bombardeamentos russos, principalmente contra infraestruturas e civis - que quando tentam atacar alvos militares como aquela base aérea ucraniana, levam que contar: 359 drones e 6 misseis abatidos e nem danos causaram. As melhores sanções, é entregarem os fundos russos cativos à Ucrânia para esta os investir na sua indústria de Defesa e arrasar com as hordas russas.

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