Acabou o silêncio: Putin defende “novas realidades territoriais” em primeira conversa com Macron desde 2022
01 jul, 2025 - 19:20 • Fábio Monteiro com Reuters
Putin e Macron falaram por telefone pela primeira vez desde 2022, abordando conflitos no Irão e na Ucrânia. Macron pediu cessar-fogo imediato e reiterou apoio à integridade territorial da Ucrânia.
O Presidente russo, Vladimir Putin, e o seu homólogo francês, Emmanuel Macron, tiveram esta terça-feira a primeira conversa telefónica em quase três anos, centrada no conflito entre o Irão e Israel e na guerra na Ucrânia, anunciou o Kremlin.
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De acordo com Moscovo, o diálogo foi "substancial" e abordou a necessidade de respeitar o direito do Irão ao desenvolvimento pacífico da energia nuclear, desde que mantenha o cumprimento do tratado de não-proliferação nuclear.
Por sua vez, a Presidência francesa informou que Macron insistiu para que o Irão coopere totalmente com a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) e defendeu “uma solução diplomática duradoura e rigorosa” para as questões nucleares, de mísseis e do papel iraniano na região.
Ambos os líderes decidiram coordenar esforços para encontrar uma saída para o impasse.
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No que toca à Ucrânia, Putin reafirmou que considera a guerra resultado direto “da política do Ocidente”, que ignorou os interesses de segurança da Rússia durante os últimos anos.
O Kremlin acrescentou que qualquer acordo de paz deve ter “caráter abrangente e de longo prazo”, baseando-se nas “novas realidades territoriais” – uma referência à anexação de territórios ucranianos.
Macron, porém, reiterou que a decisão sobre possíveis concessões territoriais cabe exclusivamente a Kiev. A Presidência francesa destacou que o chefe de Estado gaulês “enfatizou o apoio inabalável de França à soberania e integridade territorial da Ucrânia”.
Os dois presidentes concordaram em manter o diálogo sobre os conflitos no Irão e na Ucrânia, retomando uma linha de contacto que esteve interrompida desde setembro de 2022.
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