União Europeia
Durão Barroso. Dinamarca vai "evitar" o tema da Gronelândia para "não poluir a relação com os EUA"
01 jul, 2025 - 06:30 • Jaime Dantas
O antigo presidente da Comissão Europeia antecipa que o pragmatismo dos nórdicos vai colocar o tema fora dos holofotes, apesar de se tratar de "um problema preocupante" que "não pode ser substimado".
O antigo presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, considera que a Dinamarca vai tentar que o tema da Gronelândia "não se torne uma questão central" durante a presidência do Conselho da União Europeia, que os nórdicos assumem esta terça-feira.
No início deste ano, o presidente dos Estados Unidos da América revelou o desejo em comprar a Gronelândia, território que pertence aos dinamarqueses. Na altura, Trump alegou motivos de "segurança económica".
Aos jornalistas esta segunda-feira, à margem de um evento "CTRL-ALT-Portugal", promovido pela Associação Business Round Table, o também ex-primeiro ministro afirmou que tal poderia "poluir a relação da União Europeia com os Estados Unidos".
Ainda assim, em resposta às questões da Renascença, Durão Barroso alertou que "é um problema preocupante". "Quando há um chefe de Estado do país mais importante do mundo que diz que acha que deve ficar com a Gronelândia, obviamente que é um ponto que não pode ser subestimado", afirma.
Barroso acrescentou que a Dinamarca está "cada vez mais ciente de que precisa da União Europeia", tal como demonstrado pela população que, "por maioria esmagadora, escolheu integrar o sistema europeu de defesa".
O professor universitário rematou, dizendo que os próximos seis meses serão marcados pela "eficiência" característica do país nórdico.
"Dinamarca é um país extremamente interessante, muito rico e muito democrático, muito eficiente, com um nível de cultura e um nível social muito elevado, e vai trazer para a União Europeia, sem dúvida, esse seu know-how", antecipou.
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