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Casa Branca volta a suspender envio de armas para a Ucrânia

02 jul, 2025 - 14:11 • Reuters

Esta é a terceira vez este ano que Casa Branca suspende ajuda à Ucrânia. Em Kiev, aumenta a preocupação de que esta medida enfraqueça as defesas ucranianes e encoraje a Rússia a intensificar os ataques.

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A decisão de Washington de suspender o envio de algumas armas essenciais para a Ucrânia fez soar avisos em Kiev. A medida pode enfraquecer a capacidade de defesa ucraniana contra a intensificação dos ataques aéreos russos e os avanços no campo de batalha.

A Ucrânia chamou o enviado interino dos EUA em Kiev para sublinhar a importância de prolongar a ajuda militar de Washington, dizendo que qualquer corte iria encorajar a Rússia à medida que os esforços diplomáticos para acabar com a guerra vacilam.

O Pentágono levantou a preocupação de as reservas americanas estarem demasiado baixasm incluindo as munições de precisão e interceptores de defesa aérea que derrubam drones e mísseis russos, disseram duas pessoas a par da decisão na terça-feira.

“O lado ucraniano sublinhou que qualquer atraso ou procrastinação no apoio às capacidades de defesa da Ucrânia apenas encorajará o agressor a continuar a guerra e o terror, em vez de procurar a paz”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Kiev num comunicado.

O Ministério da Defesa ucraniano afirmou que não tinha sido oficialmente notificado de qualquer suspensão dos envios dos EUA e que estava a tentar obter esclarecimentos dos seus homólogos americanos.

O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, disse compreender a necessidade de os Estados Unidos tratarem das suas reservas. “Mas, a curto prazo, a Ucrânia não pode prescindir de todo o apoio que possa obter em termos de munições e sistemas de defesa aérea”, disse Rutte numa entrevista à Fox News na quarta-feira.

Dezenas de pessoas foram mortas nas últimas semanas durante ataques aéreos a cidades ucranianas, incluindo a capital Kiev, que envolveram centenas de drones de ataque, de mísseis balísticos e de cruzeiro.

As forças russas, que controlam cerca de um quinto da Ucrânia, também progrediram numa campanha de verão no leste do país.

Desde que tomou posse como Presidente dos EUA, Donald Trump tem vindo a amenizar a posição de Washington em relação à Rússia, procurando uma solução diplomática para a guerra e levantando dúvidas sobre o futuro apoio militar dos EUA ao esforço de guerra de Kiev.

Na semana passada, Trump disse que estava a considerar a venda de mais mísseis de defesa aérea Patriot à Ucrânia, após uma reunião com o Presidente Volodymyr Zelenskiy.

O Politico, que noticiou a pausa na terça-feira, disse que inclui os mísseis de defesa aérea Patriot, com os quais a Ucrânia tem contado para destruir mísseis balísticos de movimento rápido.

Fedir Venislavskyi, membro do comité de segurança e defesa nacional do parlamento ucraniano, considerou a decisão de suspender os carregamentos “muito desagradável”.

“É doloroso e, tendo como pano de fundo os ataques terroristas que a Rússia comete contra a Ucrânia, é uma situação muito desagradável”

Num e-mail, o Pentágono disse que estava a dar a Trump opções para continuar a ajuda militar à Ucrânia, de acordo com o objetivo de acabar com a guerra da Rússia no país.

"Ao mesmo tempo, o departamento está a examinar rigorosamente e a adaptar a sua abordagem para atingir este objetivo, preservando simultaneamente a prontidão das forças americanas para as prioridades de defesa da administração", disse Elbridge Colby, o subsecretário para a política.

Toda a ajuda ao armamento foi brevemente interrompida em fevereiro, com uma segunda pausa, mais longa, em março. A administração Trump retomou o envio da última ajuda aprovada sob Biden, mas nenhuma nova política foi anunciada.

Na quarta-feira, o Kremlin congratulou-se com a notícia da suspensão da ajuda, afirmando que o conflito terminaria mais cedo se fossem enviadas menos armas para a Ucrânia.

“Em suma, esta decisão vai custar vidas e território aos ucranianos”

Os residentes da capital ucraniana, onde os ataques com mísseis a bairros residenciais nas últimas duas semanas mataram mais de duas dúzias de pessoas, mostraram-se alarmados com a decisão do Pentágono.

“Se chegarmos a uma situação em que não haja defesa aérea, mudar-me-ei (de Kiev), porque a minha segurança é a minha primeira preocupação”, disse Oksana Kurochkina, uma advogada de 35 anos, à Reuters, no centro de Kiev.

No campo de batalha, a suspensão das munições de precisão limitaria a capacidade das tropas ucranianas de atacar posições russas mais atrás da linha da frente, disse Jack Watling, analista militar do Royal United Services Institute.

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  • Fuga para Miami
    02 jul, 2025 Ou seja lá para onde for, aqui (Europa) é que não ficam 21:49
    Europa e Ucrânia: confiem mais em vós próprios, que nos EUA. A américa (letra pequena propositada) tem 80 000 diletantes travestidos de soldados na Europa. Mas atendendo à maneira de pensar desta administração, não me admirava nada que se as coisas aquecessem mesmo e a invasão russa estivesse iminente, os camones saltassem para os barcos e voltassem para a sua terra o mais rápido que podiam. Ou seja, contemos connosco primeiro, e depois... pode ser que os camones sirvam para alguma coisa... Mas é melhor estar preparado para que não...
  • A Ucrânia
    02 jul, 2025 Está preparada para isto 20:46
    É duvidoso que a Ucrânia não estivesse à espera disto e preparada para mais esta "traição" dos camones. Por algum motivo estão a celebrar parcerias de fabrico de armas com os principais fabricantes Europeus, e a substituir o material americano por material Europeu. Putin deve estar aos pulinhos de contente, mas é pouco provável que consiga grandes ou pequenas vitórias no imediato, e mais improvável é que isto signifique a derrota da Ucrânia: esta já não está totalmente dependente dos traidores americanos e o único erro que está a cometer é não denunciar de imediato o acordo das terras raras e prospeção de minério. Empresas europeias, japonesas, sul-coreanas, podem substituir os camones e não são traidores de certeza.
  • Mandem-nos
    02 jul, 2025 à fava! 19:27
    Denunciem o acordo de minerais e terras raras, arranjem investidores europeus, canadianos, Japoneses, sul-coreanos, para parcerias bélicas com os principais fabricantes de armas europeus e não só, e ca@uem nos EUA Trumpistas - são um "aliado" em quem ninguém pode confiar, nem a Ucrânia, nem a NATO, e muito menos a Europa.
  • EUA?
    02 jul, 2025 Deixaram de ser aliados fiáveis 16:30
    Em suma, que mais provas a Ucrânia e a Europa precisam, para perceber que os EUA já não são um aliado fiável? A Ucrânia eu aconselharia a arranjar apoios e parcerias para começar a produzir misseis anti-aéreos de fabrico europeu no seu próprio sistema industrial dentro da Ucrânia, e obviamente a suspender o acordo de minerais e terras raras, que celebrou com os EUA. Se é a Europa que apoia contra ventos e marés, passe esse contrato para a Europa e evacue nos EUA. à Europa, aconselho a estabelecerem quais as quantidades de material que precisam, estabeleçam metas para cada País para fabricarem esses materiais em solo Europeu, e não admitam espertezas saloias como o que a Itália está a querer fazer que é contabilizar a construção duma ponte de 14 000 milhões de Euros, como "Orçamento de Defesa"...

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