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Estados Unidos

Sean "Diddy" Combs condenado por prostituição e absolvido de crimes mais graves

02 jul, 2025 - 16:17 • Ricardo Vieira, com Reuters

A decisão é considerada um golpe para o Ministério Público, que pedia também a condenação por conspiração para extorsão e tráfico sexual.

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O rapper, produtor e empresário norte-americano Sean "Diddy" Combs foi esta quarta-feira considerado culpado de dois crimes de prostituição e absolvido de outras acusações mais graves.

A decisão é considerada uma derrota para o Ministério Público, que pedia também a condenação por conspiração para extorsão e tráfico sexual.

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Combs, de 55 anos, foi condenado por transporte de mulheres para prostituição, mas absolvido de conspiração para extorsão e duas acusações de tráfico sexual.

A lenda do hip hop, fundador da Bad Boy Records, enfrenta uma pena máxima de 10 anos de prisão por cada uma das duas acusações de prostituição. O juiz distrital dos EUA, Arun Subramanian, determinará a sentença posteriormente.

Após ouvir a decisão dos jurados, Combs ajoelhou-se na sala de tribunal e pareceu rezar. Depois, levantou-se e olhou para a audiência.

"Vou para casa em breve", declarou o rapper detido preventivamente há vários meses, numa prisão em Nova Iorque.

A família de Combs recebeu a decisão com aplausos.

Os procuradores alegaram que o rapper e empresário comandava um império de crimes sexuais, coagindo e abusando de mulheres durante anos, enquanto usava chantagem e atos chocantes de violência para manter as suas vítimas sob coação.

Os procuradores classificaram Combs de "perigoso" e o rapper ficou a aguardar o desenrolar do processo em prisão preventiva. Está detido desde setembro de 2024.

A acusação de conspiração de extorsão e tráfico sexual relatou que Combs induzia vítimas femininas e profissionais do sexo masculino a performances sexuais drogadas, por vezes com dias de duração, apelidadas de "Freak Offs".

Uma condenação por todas as acusações do Ministério Público poderia traduzir-se numa pena de 15 anos de prisão com possibilidade de prisão perpétua.

Durante o julgamento, Sean "Diddy" Combs declarou-se inocente dos cinco crimes de que era acusado.

A defesa do rapper admitiu que o seu cliente, conhecido por organizar festas com sexo, drogas e álcool, tinha por vezes comportamentos violentos nas suas relações amorosas.

Mas os advogados disseram que a atividade sexual descrita pelos procuradores foi consensual e acusaram o Ministério Público de tentar criminalizar a vida sexual privada de Combs. Argumentaram que as testemunhas da acusação, Ventura e Jane, eram mulheres fortes e independentes que participaram voluntariamente das performances sexuais porque queriam agradar a Combs.

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