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Cresce a expectativa sobre a resposta do Hamas à proposta de cessar-fogo dos EUA

04 jul, 2025 - 07:55 • Henry Galsky, correspondente da Renascença no Médio Oriente

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que as próximas 24 horas vão ser decisivas para o entendimento do novo cenário do conflito entre Hamas e Israel.

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O canal de TV Al-Aqsa, filiado ao Hamas, chegou a divulgar durante a última noite que o grupo teria enviado uma resposta positiva aos mediadores. Mas, em declaração oficial, o Hamas afirma que ainda discute a proposta de cessar-fogo e que realiza consultas internas com as demais facções palestinianas.

Membros do alto escalão do grupo disseram ao canal saudita Asharq que há uma "tendência positiva em relação à proposta". Os principais pontos em debate interno são "o sistema de entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza e os detalhes sobre a retirada do Exército de Israel do território palestiniano".

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que as próximas 24 horas vão ser decisivas para o entendimento do novo cenário do conflito entre Hamas e Israel.

Caso a resposta seja positiva, as negociações indiretas entre Hamas e Israel devem começar já nos próximos dias, com o envio de delegações de negociadores ao Catar ou ao Egito.

Essas negociações devem abordar quatro questões básicas: a libertação de mais reféns israelitas em troca de prisioneiros palestinianos; acordos de segurança de longo prazo na Faixa de Gaza; decisões sobre o governo da Faixa de Gaza no pós-guerra e o estabelecimento de um cessar-fogo permanente entre Hamas e Israel.

Segurança no território israelita

O Exército de Israel reduziu a zona militar fechada em torno de Gaza, no interior do território israelita. Desta forma, permitiu a abertura de áreas civis adicionais aos cidadãos do país.

Isso significa que os moradores da maior parte daquelas comunidades israelitas atacadas a 7 de Outubro de 2023 podem regressar.

Ou seja, a decisão revela que o exército israelita tecnicamente considera que a situação está normalizada sob o ponto de vista de segurança à volta de Gaza.

É um dado particularmente importante, porque um dos objetivos da guerra, segundo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, era garantir que a Faixa de Gaza deveria deixar de representar uma ameaça a Israel, em especial ao sul do país.

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