Guerra no Médio Oriente
Otimismo e expectativa antes do encontro entre Trump e Netanyahu
07 jul, 2025 - 09:00 • Henry Galsky, correspondente no Médio Oriente
A possibilidade de uma solução permanente com o Irão é algo considerado inimaginável até dias atrás. Sobre isso, há dúvidas em Israel se as declarações de Trump se baseiam realmente em algum acerto mais concreto.
Há uma onda de otimismo em torno deste encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Uma pessoa próxima a Netanyahu disse de forma anônima ao Canal 12 israelita que o primeiro-ministro está de facto interessado em chegar a um acordo.
No lado norte-americano, o presidente Donald Trump também deixa claro que quer anunciar um acordo durante a visita de Netanyahu a Washington. Trump chegou inclusive a dizer a jornalistas que, para além resolver a situação na Faixa de Gaza, vai conversar com o primeiro-ministro israelita sobre um acordo com o Irão após os 12 dias de guerra entre os dois países.
A possibilidade de uma solução permanente com o Irão é algo considerado inimaginável até dias atrás. Sobre isso, há dúvidas em Israel se as declarações de Trump se baseiam realmente em algum acerto mais concreto.
Uma fonte israelita com a qual a Renascença conversou comparou o presidente dos EUA a uma "chaleira elétrica" que esquenta muito rápido, mas esfria na mesma intensidade. Ou seja, segundo esta fonte, nem sempre é possível levar a sério tudo o que o presidente diz.
Segundo fontes do governo dos EUA, é possível que, após o anúncio do acordo entre Hamas e Israel, o processo leve mais alguns dias para concluir os detalhes do cessar-fogo.
De acordo com fontes israelitas citadas pela imprensa local, Netanyahu acredita que a primeira fase do acordo com o Hamas pode mesmo sair do papel. Nesta fase, dez dos 20 reféns israelitas que ainda estão vivos na Faixa de Gaza deverão ser libertados pelo grupo palestiniano. Mas ele considera que o Hamas pode vir a criar dificuldades para a segunda fase do acordo, ou seja, após os 60 dias iniciais, quando as partes vão precisar encontrar soluções de longo prazo.
- Noticiário das 14h
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