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Espanha

Mais de 18 mil pessoas em confinamento devido a incêndio florestal na Catalunha

08 jul, 2025 - 15:41 • Reuters

Grande parte de Espanha está em alerta máximo para os incêndios florestais, depois de o país ter registado o mês de junho mais quente de que há registo.

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As autoridades espanholas ordenaram a mais de 18 mil habitantes da província de Tarragona, no nordeste do país, que permanecessem em casa esta terça-feira e várias dezenas foram evacuadas, uma vez que um incêndio florestal ficou fora de controlo, consumindo quase três mil hectares de vegetação.

Grande parte de Espanha está em alerta máximo para os incêndios florestais, depois de o país ter registado o mês de junho mais quente de que há registo.

No dia 1 de julho, duas pessoas morreram num incêndio florestal na região da Catalunha, onde se situa Tarragona.

O último incêndio deflagrou na segunda-feira numa zona remota perto da aldeia de Pauls, onde os ventos fortes e o terreno acidentado dificultaram os esforços de combate ao fogo, segundo as autoridades.

Uma unidade militar de emergência foi destacada na madrugada de terça-feira, juntamente com mais de 300 bombeiros que trabalham na zona.

“Desde a meia-noite, os bombeiros têm lutado contra o incêndio com rajadas de vento que atingem 90 quilómetros por hora”, afirmou o serviço regional de bombeiros da Catalunha, acrescentando que o forte vento deverá abrandar durante a tarde.

Durante a noite, os carros de bombeiros percorreram as estradas sinuosas das montanhas de Pauls, cercadas pelas chamas, enquanto as equipas avaliavam e tentavam conter o incêndio.

Nas aldeias vizinhas de Xerta e Aldover, os residentes passaram uma noite sem dormir enquanto as chamas ameaçavam as suas casas.

"Houve muito medo e muito choro porque já estamos à beira do fogo. Ontem à noite, por causa do vento que soprava o fogo e o fumo, não podíamos sair de casa. É terrível, isto nunca foi visto antes", disse Rosa Veleda, 76 anos, à Reuters.

As autoridades afirmaram ter evitado que o fogo se propagasse pelo rio Ebro, o que teria agravado a situação. Cerca de 30% da área afetada situa-se no Parque Natural dos Portos, e as autoridades estão a investigar as origens do incêndio.

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