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Rebeldes Houthi

Navio grego atacado no Mar Vermelho afunda: 4 mortos, 7 resgatados e 14 desaparecidos

09 jul, 2025 - 15:01 • Reuters

A bordo seguiam 22 tripulantes e três seguranças armados. Os sete marinheiros resgatados estiveram mais de 24 horas no mar.

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Rebeldes Houthis retomam ataques no Mar Vermelho
Rebeldes Houthis retomam ataques no Mar Vermelho

As equipas de resgate retiraram, esta quarta-feira, sete tripulantes com vida das águas do Mar Vermelho e continuam a procurar outros 14 desaparecidos, depois de um segundo cargueiro ter afundado em dois dias, na sequência de ataques atribuídos aos rebeldes Houthis.

Quatro das 25 pessoas a bordo do navio Eternity C morreram antes de a restante tripulação abandonar a embarcação, que acabou por afundar na manhã de quarta-feira, após ter sido alvo de ataques sucessivos na segunda e na terça-feira, de acordo com fontes de empresas de segurança envolvidas na operação de salvamento.

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Segundo as mesmas fontes, os sete marinheiros resgatados estiveram mais de 24 horas no mar.

Os rebeldes Houthis não fizeram qualquer comentário sobre o destino do Eternity C, mas reivindicaram a responsabilidade por um ataque semelhante, no domingo, contra o navio Magic Seas, cuja tripulação foi totalmente resgatada antes de o navio afundar.

Estes ataques marcam o recomeço da campanha levada a cabo pelos combatentes alinhados com o Irão, que entre Novembro de 2023 e dezembro de 2024 atacaram mais de 100 embarcações, em nome da solidariedade com os palestinianos. Em 2025, as ações tinham sido suspensas — até agora.

“Vamos continuar a procurar os tripulantes desaparecidos até ao último raio de luz”, afirmou um responsável da empresa grega Diaplous, especializada em gestão de riscos marítimos. “O nosso objetivo é uma operação pacífica”, acrescentou.

Ambos os navios atacados navegavam com bandeira da Libéria e eram operados por empresas gregas.

De acordo com fontes de segurança marítima, o Eternity C foi inicialmente atacado na tarde de segunda-feira com drones marítimos e granadas propulsadas por foguetes, disparadas a partir de lanchas rápidas por militantes Houthis, alegadamente baseados no Iémen. Os botes salva-vidas foram destruídos no ataque. Na manhã de terça-feira, o navio estava já à deriva e a meter água.

Duas fontes revelaram à Reuters que a embarcação foi novamente atingida por drones marítimos na terça-feira, o que obrigou a tripulação e os guardas armados a lançarem-se ao mar. Os Houthis permaneceram nas imediações até às primeiras horas de quarta-feira, segundo uma das fontes.

Há receios de que alguns dos tripulantes que saltaram ao mar tenham sido capturados pelos Houthis. Pequenas embarcações foram avistadas na zona durante as operações de resgate.

A tripulação era composta por 21 filipinos e um russo. Também se encontravam a bordo três seguranças armados — um grego e um indiano, este último entre os resgatados.

A empresa operadora do navio, Cosmoship Management, ainda não confirmou o número de vítimas ou feridos. Caso se confirmem os quatro mortos, serão as primeiras vítimas mortais em ataques a navios no Mar Vermelho desde Junho de 2024.

De acordo com fontes diplomáticas, a Grécia está em contacto com a Arábia Saudita, um dos principais intervenientes na região, na sequência deste incidente.

O Mar Vermelho, que ladeia a costa do Iémen, é uma via marítima crucial para o transporte global de petróleo e mercadorias. O tráfego na região tem vindo a diminuir desde que os Houthis, apoiados pelo Irão, começaram a atacar embarcações em Novembro de 2023, alegando solidariedade com os palestinianos na guerra em Gaza contra Israel.

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