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Espanha

Pedro Sánchez rejeita demitir-se: "Sou um político limpo que desconhecia a corrupção"

09 jul, 2025 - 09:49 • Beatriz Pereira

O Governo de Sánchez e o PSOE foram atingidos nas últimas semanas por polémicas e suspeitas de corrupção.

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O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, rejeitou, esta quarta-feira, demitir-se do cargo e "atirar a toalha ao chão", na sequência das polémicas que envolvem casos de corrupção no seu partido, o PSOE.

"Estou dececionado, primeiro comigo mesmo, porque os indiquei. Mas tenho alguma responsabilidade e aceito. Pediram-me para renunciar e convocar eleições e eu mesmo considerei essas opções. Mas, depois de ouvir muitas pessoas, percebi que jogar a toalha nunca é uma opção", afirmou esta manhã, no plenário do Congresso dos Deputados, em Madrid.

Em causa está o caso de Santos Cerdán, o número três do partido de Pedro Sánchez, que foi acusado de participar num esquema de distribuição de subornos em obras públicas.

Segundo o organismo anticorrupção do Ministério Público de Espanha, Cerdán teve ainda a ajuda do ex-ministro José Luis Ábalos e do seu ex-assessor Koldo García para manipular obras públicas.

"Santos Cerdán foi uma das pessoas que me apoiaram na vitória naquelas primárias e outro foi José Luis Ábalos", sublinhou. "O meu erro foi confiar neles. Estava convencido de que Santos Cerdán era uma pessoa íntegra".

O líder do Executivo espanhol admitiu que, perante as suspeitas e pressões que surgiram para se demitir, que o partido tem "um grande projeto nacional", que não pode "abandonar por causa da complacência de alguns egoístas, que não se importaram em arriscar o que nunca foi deles".

"Sou um político limpo que desconhecia a corrupção", declarou. "Ainda precisamos resolver o problema da corrupção no nosso país".

O líder do PSOE anunciou, portanto, um pacote de medidas anti-corrupção que contempla 15 medidas, delineado em conjunto com a OCDE.

Entre as medidas está a criação de um órgão público de combate à corrupção, que inclui tribunais especializados, proteção de denunciantes e penas mais duras para crimes contra a administração pública e ainda uma medida que impede que empresas consideradas culpadas de suborno ganhem contratos de compras governamentais.

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