Cessar-fogo mantém-se na Síria. Presidente al-Sharaa faz acusações a Israel
17 jul, 2025 - 10:39 • Henry Galsky, correspondente no Médio Oriente
No primeiro discurso em que abordou a crise interna, o presidente Ahmed al-Sharaa agradeceu a mediação de países árabes, dos EUA e da Turquia que, segundo ele, impediram uma escalada mais ampla e ajudaram afastar a região de um destino incerto.
O cessar-fogo mantém-se na Síria e as tropas do presidente Ahmed al-Sharaa retiram-se da região sul do país. O acordo alcançado determina que a partir de agora as forças da minoria drusa passam a assumir a responsabilidade pela segurança na província de Sweida.
No primeiro discurso em que abordou a crise interna, o presidente Ahmed al-Sharaa agradeceu a mediação de países árabes, dos EUA e da Turquia que, segundo ele, impediram uma escalada mais ampla e ajudaram afastar a região de um destino incerto.
O presidente sírio também acusou Israel de ter como alvo a infraestrutura civil e governamental para impedir os esforços de restauração da ordem no país.
"A Síria não é um campo de testes para conspirações estrangeiras", disse al-Sharaa, acrescentando que a responsabilidade pela manutenção da segurança em Sweida foi transferida para xeques locais e líderes comunitários.
Israel, por sua vez, descreve o novo governo da Síria como "jihadistas mal disfarçados" e afirma que não vai permitir que forças militares voltem a se deslocar para o sul do país. O governo israelita reafirmou o compromisso de proteger a minoria drusa na Síria a partir da pressão exercida pela minoria drusa em Israel.
Forças israelitas atuaram durante a noite e a madrugada na região de fronteira e conseguiram repatriar dezenas de cidadãos drusos israelitas que cruzaram a cerca para a Síria. Além disso, em cooperação com a polícia de Israel, os militares buscam localizar drusos da Síria que entraram em Israel. Essas operações ainda estão em curso.
Foram cinco dias de violência sectária no território sírio. Os drusos acusam o regime do presidente Ahmed al-Sharaa de permitir ataques e torturas contra a comunidade. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, que monitoriza os acontecimentos na Síria a partir do Reino Unido, informou que mais de 300 pessoas foram mortas ao longo da semana.
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