Médio Oriente
"Estão a morrer à fome". Guterres denuncia "crise humanitária e moral" em Gaza
25 jul, 2025 - 20:52 • Fátima Casanova , com redação
Secretário-geral das Nações Unidas acusa a comunidade internacional de inação, criticando a indiferença perante o sofrimento dos palestinianos.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, criticou esta sexta-feira a falta de compaixão pelos palestinianos na Faixa de Gaza e o que apelida de "crise moral".
Ao discursar na assembleia da Amnistia Internacional, por videoconferência, Guterres acusou a comunidade internacional de inação, criticando a indiferença perante o sofrimento.
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“Não consigo explicar o nível de indiferença e inação que vemos por parte de demasiadas pessoas na comunidade internacional. A falta de compaixão. A falta de verdade. A falta de humanidade. Não se trata apenas de uma crise humanitária. É uma crise moral que desafia a consciência mundial. Continuaremos a falar sempre que for possível. Mas as palavras não alimentam crianças famintas.“
O secretário-geral da ONU disse que, desde 27 de maio, mais de mil palestinianos foram mortos enquanto tentavam receber alimentos e que a fome também está a afetar os trabalhadores das Nações Unidas.
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“Os nossos heroicos trabalhadores humanitários continuam a servir em condições inimagináveis. Muitos estão tão anestesiados e exaustos que dizem não se sentirem nem mortos, nem vivos. Falamos em videochamadas com os nossos trabalhadores humanitários que estão a morrer à fome diante dos nossos olhos."
António Guterres voltou a apelar a um cessar-fogo imediato e à entrada de ajuda humanitária em Gaza, sem entraves.
“Precisamos de ação, de um cessar-fogo imediato e permanente, a libertação imediata e incondicional de todos os reféns, de acesso humanitário imediato e sem entraves
Ao mesmo tempo, precisamos de passos urgentes, concretos e irreversíveis para a solução dos dois estados”, defendeu o líder das Nações Unidas.
A administração israelita nos territórios palestinianos ocupados deu, entretanto, autorização à Jordânia e aos Emirados Árabes Unidos, para que lancem ajuda, em coordenação com o Exército de Israel. Esta decisão surge depois de 11 semanas de bloqueio à ajuda humanitária.
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