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General admite ser autor de plano para matar Lula da Silva e manter Bolsonaro no poder

25 jul, 2025 - 14:42 • Lusa

Segundo as autoridades brasileiras, o plano também incluía sequestrar ou matar o atual vice-Presidente, Geraldo Alckmin, e o juiz Alexandre de Moraes, relator do caso contra Bolsonaro no STF.

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Um general reformado admitiu ser o autor de um documento que previa o assassínio do atual Presidente brasileiro, como parte de uma suposta tentativa de golpe de Estado para manter Jair Bolsonaro no poder.

De acordo com a 'media' local, o general reformado Mário Fernandes, que atuou como membro da Secretaria-Geral da Presidência durante o Governo Bolsonaro, confessou estar por trás do plano "Punhal Verde e Amarelo" num interrogatório realizado na quinta-feira no Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito do julgamento sobre uma alegada tentativa de golpe de Estado.

O ex-assessor de Bolsonaro é réu neste caso, assim como o ex-chefe de Estado, acusado de liderar um plano fracassado para anular as eleições de outubro de 2022 e impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva.

O general da reserva reconheceu que imprimiu o documento contendo o plano de assassínio de Lula da Silva, que ele classificou como sendo apenas a "um pensamento digitalizado" e apenas um "estudo da situação".

Segundo as autoridades brasileiras, o plano também incluía sequestrar ou matar o atual vice-Presidente, Geraldo Alckmin, e o juiz Alexandre de Moraes, relator do caso contra Bolsonaro no STF.

Uma investigação da Polícia Federal brasileira indicou que três cópias do documento foram impressas no Palácio do Planalto, sede do Governo brasileiro, em Brasília, e que Bolsonaro tinha conhecimento do documento.

"Jair Bolsonaro acompanhou de perto o desenvolvimento do esquema e a possível data de sua execução integral", afirma-se na denúncia do Procurador-geral da República do Brasil, Paulo Gonet.

No entanto, Fernandes alegou no interrogatório, divulgado pela 'media' local, que não mostrou nem compartilhou o documento com ninguém e que o rasgou logo depois.

"Hoje me arrependo de tê-lo digitalizado", afirmou Fernandes.

Em fevereiro, o Ministério Público indiciou 34 pessoas por envolvimento no golpe, incluindo Bolsonaro, a quem acusou de ser o líder de uma alegada organização criminosa que contava com o apoio de ex-ministros e altos oficiais militares.

O ex-Presidente nega a tentativa de golpe de estado e afirma que apenas procurou "alternativas" dentro da Constituição, após ser derrotado por Lula da Silva nas eleições de 2022.

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