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Israel condena França por reconhecer estado da Palestina. Hamas vê "passo positivo"

25 jul, 2025 - 07:09 • Henry Galsky, correspondente da Renascença no Médio Oriente

Macron e a maior parte da comunidade internacional são favoráveis à criação de um estado palestiniano na Cisjordânia.

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O gabinete do primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu emitiu um comunicado em que condena a declaração do presidente francês de que irá reconhecer um estado palestiniano.

Segundo Netanyahu, a decisão "é um prémio ao terrorismo e representa a possibilidade de criação de mais um proxy (ou seja, um satélite do Irão), assim como a Faixa de Gaza".

Ainda de acordo com o primeiro-ministro israelita, o estabelecimento de um estado palestiniano nessas condições seria "uma plataforma de lançamento para aniquilar o Estado de Israel, e não para viver em paz ao lado de Israel".

"Sejamos claros: os palestinos não buscam um estado ao lado de Israel; eles buscam um estado em substituição a Israel", completou o premiê.

Além de Netanyahu, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Gideon Sa'ar, também emitiu um comunicado de condenação ao movimento do presidente francês. O ministro israelita chama de "ridícula" o que ele define como uma tentativa de Macron "de criar um arranjo ilusório".

Já o ministro das Finanças Bezalel Smotrich, uma das vozes mais radicais da atual coligação de governo, defendeu a anexação da Cisjordânia por parte de Israel como uma resposta ao presidente francês.

"Agradeço ao presidente Macron por fornecer uma razão adicional — e muito convincente — para finalmente implementar a soberania israelita sobre as regiões históricas da Judeia e Samaria, e para pôr fim de uma vez por todas à perigosa ilusão de um estado palestiniano terrorista no coração da Terra de Israel", escreveu em sua conta no X (ex-Twitter).

Judeia e Samaria é como parte dos judeus chama a Cisjordânia, território onde vivem cerca de 2,5 milhões de palestinianos e 500 mil judeus. Os judeus vivem em colonatos considerados ilegais pela comunidade internacional.

O Hamas também reagiu. Segundo comunicado do grupo palestiniano, a decisão do presidente francês representa "um passo positivo na direção certa para alcançar justiça para o povo palestiniano oprimido e apoiar seu direito legítimo à autodeterminação e ao estabelecimento de um estado palestiniano independente em todos os seus territórios ocupados".

Macron e a maior parte da comunidade internacional são favoráveis à criação de um estado palestiniano na Cisjordânia e na Faixa de Gaza com Jerusalém Oriental como capital. Já o Hamas defende o fim de Israel e a criação de um estado palestiniano no lugar do país. Quando o Hamas faz menção a "territórios ocupados" o grupo se refere à integralidade de Israel, além da Faixa de Gaza e da Cisjordânia.

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