"Judeus franceses, este é o vosso lar: o Estado de Israel". Ministro israelita reage a Macron
25 jul, 2025 - 13:26 • Henry Galsky , correspondente no Médio Oriente
Os judeus franceses formam a terceira maior comunidade judaica do mundo, a maior da Europa, com 500 mil pessoas.
Em mais uma reação a partir da declaração do Presidente francês de que em setembro irá reconhecer o estado palestiniano, o ministro da Imigração de Israel, Ofir Sofer, decidiu dirigir-se diretamente aos judeus franceses e apelou para que eles deixem a França e se tornem cidadãos israelitas.
"O governo francês continua a apoiar o terrorismo. Não só falha em combater o antissemitismo no seu país, como agora até opta por recompensar o terrorismo. O Estado de Israel acolhe os muitos imigrantes da França que escolheram retornar ao seu verdadeiro lar aqui em Israel desde o 7 de outubro, apesar da guerra", começa por dizer.
"Estamos a preparar-nos com uma variedade de programas novos e exclusivos para expandir a absorção. Judeus franceses, este é o vosso lar: o Estado de Israel", reitera.
Os judeus franceses formam a terceira maior comunidade judaica do mundo, a maior da Europa, com 500 mil pessoas. Mas os judeus franceses são cidadãos franceses. Ou seja, o ministro israelita está, desta forma, a apelar para que cidadãos franceses, ainda que judeus, deixem a França.
Em função deste movimento, a Renascença entrou em contacto com o Ministério da Imigração israelita. Ofir Sofer respondeu por meio de uma nota.
"Saúdo a imigração de judeus de todo o mundo. A aliá (imigração judaica para Israel) é a concretização da visão sionista. Desde 7 de outubro [de 2023, data dos ataques do Hamas que deram início ao atual ciclo de violência], temos testemunhado um interesse crescente pela imigração impulsionado, tanto pelo desejo dos judeus de expressar apoio e solidariedade ao Estado de Israel, quanto pelo aumento do antissemitismo, particularmente no Reino Unido, França e Canadá.", começa por dizer Sofer.
"Ao mesmo tempo, espera-se que governos como os de França e Reino Unido se posicionem firmemente em oposição ao antissemitismo e aos ataques físicos e verbais contra os judeus. Infelizmente, em vez disso, esses governos às vezes optam por condenar Israel, que luta contra o terrorismo e se defende do islamismo radical", remata.
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