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Médio Oriente

Trump diz que acordo com Canadá fica mais difícil se país reconhecer estado da Palestina

31 jul, 2025 - 07:45 • Henry Galsky, correspondente da Renascença no Médio Oriente

Canadá exige à Palestina a realização de eleições gerais no ano que vem, sem a participação do Hamas.

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Donald Trump avisa que um acordo comercial entre Estados Unidos e Canadá será mais difícil de se concretizar se o país reconhecer o estado da Palestina, em setembro.

Depois de França e Reino Unido, foi a vez do Canadá anunciar que pretende reconhecer o estado palestiniano durante a Assembleia Geral da ONU, em setembro. Segundo o primeiro-ministro Mark Carney, "a possibilidade de uma solução de dois estados - Israel e Palestina - está a desaparecer diante dos nossos olhos".

O líder canadiano conversou por telefone com o presidente palestiniano, Mahmoud Abbas, e disse-lhe que a Autoridade Palestiniana (AP) precisará de tomar uma série de passos, como a realização de eleições gerais no ano que vem, sem a participação do Hamas. Ainda segundo o primeiro-ministro do Canadá, um estado palestiniano terá de ser desmilitarizado.

"O Canadá acaba de anunciar que apoia a criação de um estado palestiniano; isso torna muito difícil fecharmos um acordo comercial com eles", escreveu nas redes sociais o Presidente dos EUA.

Também o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel reagiu por meio de nota: Segundo o Ministério, "a mudança de posição do governo canadiano neste momento é uma recompensa para o Hamas e prejudica os esforços para alcançar um cessar-fogo na Faixa de Gaza e um plano para libertar os reféns israelitas".

O Fórum dos Familiares dos Reféns israelitas também fez um comunicado direcionado de forma ampla aos países que estão a anunciar o reconhecimento de um estado palestiniano: "Tal reconhecimento não é um passo em direção à paz, mas sim uma clara violação do direito internacional e um perigoso fracasso moral e político que legitima crimes de guerra horríveis".

"O sequestro de homens, mulheres e crianças, mantidos contra sua vontade em túneis, submetidos à fome e a abusos físicos e psicológicos, não pode e não deve servir de base para o estabelecimento de um Estado. Se a comunidade internacional realmente deseja a paz, deve unir-se aos esforços dos EUA, exigindo primeiro a libertação de todos os reféns e, em seguida, o fim dos combates", acrescentou o fórum.

Cerca de 75% dos países já reconhecem um estado palestiniano. O movimento atual de anúncios foi iniciado pela França na última semana e é parte de uma onda global de reações à crise humanitária na Faixa de Gaza.

Israel tem tentado conter este movimento, mas sem sucesso. O país também permitiu a entrada de mais ajuda humanitária na Faixa de Gaza.

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